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4 de nov. de 2009

Portunhol – a hora de o Brasil “hablar en serio”

Escrito por Gustavo Vannucchi

Na terra de Drummonds, Vinicius e Lispectors, mal dizer o português ou é piada de mau gosto ou
então falta de orgulho. A única língua que talvez consiga traduzir “saudade” é, ao menos sob meu ponto de vista, o maior patrimônio cultural que temos.
Claro que isso não é totalmente notável no nosso dia a dia. A começar pelos erros que provavelmente, depois de umas duas revisões, ainda me escaparam. Depois com os maus
exemplos dos nossos personagens mais influentes que usam e abusam do português entortando e esticando as palavras na televisão. Finalmente nas escolas onde infelizmente muitos professores “desensinam” a língua.

O momento faz cada vez mais evidente que o desafio vai além da básica educação. Com o mundo globalizado e com a crescente importância das redes sociais e as ferramentas de comunicação mundiais, falar outras línguas deixou de ser importante e passou ao nível de mandatário.
O Brasil é um grande país que fala uma língua pouco importante. Na economia mundial não se fala português. Nosso país quer ser líder latino americano sem falar a língua principal do continente. E mais.. não da a mínima pra isso.

Ensino de espanhol de boa qualidade tem que ser obrigatório em todas as escolas. Isso é uma questão de respeito aos nossos vizinhos/parceiros e liderança econômica!

Nas escolas existe a matéria inglês. Honestamente a um nível vergonhoso. Isso inclui a grande maioria das escolas particulares que as vezes custam milhares de reais por ano. Estudante que fala inglês é porque teve a oportunidade de estudar e a dedicação para aprender. São poucos.



Mas como ensinar uma segunda língua para um povo que pouco conhece a primeira?

Milhares de jovens usam computadores nas escolas. Aprenderam por conta própria. Burros não somos. Além disso o espanhol é tão parecido com o português que em 5 anos seria impossível não haver ao menos um nível aceitável de conhecimento.

Culpar os políticos? Não. A culpa é dos pais. Especialmente se seus filhos estão no sistema privado de ensino. Como cliente você tem que exigir o melhor. O custo da inclusão dessa matéria no currículo da escola não representaria um aumento maior do que 2% na mensalidade.

O que esperar como resultado?

Gerações de brasileiros empreendedores, trabalhadores e estudiosos, bilingues, capazes de compreender melhor o contexto em que vivem, mais integrados com a América Latina e com muito mais oportunidades de trabalho e carreira do que hoje. O Brasil está anos a frente dos demais países em termos econômicos, democráticos e em alguns casos tecnológicos e ambientais. Isso definitivamente nos daria uma grande vantagem para assumirmos definitivamente a liderança da região aumentando nossa participação no mercado global exponencialmente em todos os aspectos.

13 de out. de 2009

Misture as ideias e tenha mais estratégias, marketing e resultados

Escrito por Jony Lan

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Vou falar de ideias. Sim, ideias! As ideias nascem iluminadamente, como em um relampejo. E não há hora ou local para elas se formarem na sua mente, elas simplesmente, aparecem. Por isso é importante anotá-las, pois da mesma forma que surgem, desaparecem. E aí ficamos tentando encontrar mil maneiras e formas de relembrar aquela ideia. Quem é o pior inimigo das ideias? As palavras assassinas. Elas são treinadas para matar, aniquilar, fuzilar qualquer ideia alheia que fica no caminho entre um pensamento e outro. Assim, proteger as ideias, só se guardá=las em algum cofre, já que expó-las pode ser uma oportunidade para a sua morte.

misture_ideiasMas não entre em desespero, todos nós temos ideias. Eu mesmo gosto de ter a ideia de que com 26 letras, podemos formar infinitas ideias. Uma ideia que compartilho com vocês é de que não há limites para pensar. Se focarmos em negócios, marketing, estratégias, e batermos em um liquidificador sem tampa, fatalmente vai voar letrinhas para tudo quanto é lado. Mas eis a minha ideia: misture as ideias.

Somos programados. Sim meus caros, minhas caras, somos programados para andar em linha reta. A sociedade acaba nos programando assim. A educação, a mesma finalidade. A ideia da sociedade é que quem é encanador, não pode ser cozinheiro. A sociedade em que vivemos é o nosso maior limitador. Decide por você o que você deve fazer. Por exemplo, a sociedade diz que você deve dar presentes no Natal. E lá se vão milhares de pessoas lotar os shoppings, as lojas, as ruas, os estacionamentos, só faltam comprar o ar que respiram. Quer vender? Tem que compre.

Mas então, se um encanador começar a cozinhar, logo a sociedade vai dizer: "Esse cozinheiro é um ótimo encanador." Porque a sociedade não diz: "Esse cara é um ótimo encanador e um excelente cozinheiro, mesmo que seja a primeira vez que ele esteja cozinhando?" Assim como as palavras assassinas, as frases feitas são como metralhadoras endossadas pela sociedade.

Mas aí, vem um encanador e cozinha bem. E aí? A sociedade vê, o encanador, ou o cozinheiro? Exatamente. É nesse ponto que devemos nos atentar: misturar as ideias, pode ser uma boa. Aliás, a condicionante "pode" é só para dar mais possibilidades para que as ideias possam passar pelo teste do CHA do RH (Conhecimento, Habilidades e Atitudes).

Quando se mistura tudo, lembre-se: o resultado do não você já tem. Então, testar é a palavra aliada de qualquer mistura de ideias. TESTE. Não há certo ou errado, e se a verdade é relativa, testar é necessário. Antes que matem a sua ideia, teste ela, sem medo de ser feliz. Aliás, muitos chefes, diretores e presidentes de empresas adoram matar ideias. Faz parte do jogo das 26 letrinhas do alfabeto. Com as 26 letrinhas dá para criar uma Bíblia sagrada, uma nova teoria, e rechear o mundo de conhecimento. Mas com apenas 3 em português, você não mata uma ideia, apenas delimita o mundo em que você quer enxergar.

Se o mundo fosse um umbigo, ninguém saia das suas casas, da sua cidade, do seu estado, do seu país do seu continente e seríamos um microcosmos com cérebro do tamanho de uma ervilha. Ainda bem que todo mundo é diferente. Mas só aqueles que entendem que misturar as ideias é igual a quebrar barreiras, e que no mundo dos negócios, quem faz a mesma coisa está fadado à morrer fazendo a mesma coisa, é que irão mover a sociedade para além do presente. Irão mover a sociedade para além dos limites do seu faturamento, serão os verdadeiros "turbos sustentáveis" desses carros que chamamos de empresas. Se você diz que trabalha com marketing e discorda disso, fique à vontade para comentar!

Vamos à prática dessa realidade em movimento. Sim, marketing está alocada nas ciências sociais aplicadas, significa que é dinâmica, que muda constantemente, que não combina com "fazer a mesma coisa sempre", que não combina com o que alguns profissionais que contratam imaginam que ter experiência de 10 anos em marketing é um bom negócio. Mas como disse, todo mundo é diferente, mas, a sociedade quer sempre nos limitar.

Prática de misturar ideias
Uma ação promocional, um cliente que pode ser fisgado nessa promoção, uma empresa de telefonia celular, uma marca de telefone celular. O que fazer de diferente? Vamos misturar as ideias! Porque se fossemos ficar só tirando combinações de indústria de telefonia com empresa de telefonia, vamos sempre ficar na mesma. Então (como diria qualquer paulistano), por que não dar algo diferente, agradável, alegre, com valor agregado percebido?

Case LG + Tim + M&M
A agência de publicidade Luminas criou a campanha promocional para o dia das crianças da LG Celulares, juntando as marcas LG, TIM e M&M`S® com inovação e criatividade em um brinde exclusivo para os clientes.
caseA ideia central da ação foi oferecer algo inusitado e 'fun' para a Geração Touch. Durante o mês de outubro/2009, o cliente que comprar um celular em uma das lojas TIM ganha uma linda embalagem de brinde, com ilustrações diferenciadas e confeitos (sim, confetes de chocolates) personalizados nas cores vermelha e azul, um mimo para agradar as crianças de todas as idades. Confira a ação no no site.

Bom, mas aí você diria, mas Jony, Ação promocional é uma idéia simples. Bom, então vamos ao próximo case. Eu sempre bato na tecla e aprendi por experiência de que visibilidade de marca sempre ajuda no branding, na venda dos produtos, na exposição do produto, enfim, ajuda um montão de coisas. As vezes a empresa não esta nem aí para o branding, dependendo do departamento em que você trabalha então, vão dizer que branding é propaganda de massa e que a área não tem verba para isso. Vou dizer para os que estão começando na carreira de marketing, não ter verbas para fazer ações de marketing é um item obrigatório, acostume-se com isso. Mas como diriam os advogados, vamos aos fatos.

Case The North Face
Para quem não conhece os produtos da The North Face, saiba que o foco são roupas e acessórios para quem quer se aventurar por aí. Dito isso, ficará mais fácil entender esse case. Eles queriam fazer propaganda no varejo. Bom o varejo só tem espaço para produtos e não tem espaço para propagandas. Por mais que existam espaços que possam ser aproveitados para expor a marca, e consequentemente fazer propaganda da marca, é necessário um pouco de criatividade. Significa que não é algo pronto. Para resolver esse problema, a The North Face resolveu criar um produto fantástico para ser vendido nas lojas de varejo:
1 - Criou displays de balcão
2 - Criou "blisters" para segurar os produtos
3 - Colocou os produtos à venda nas lojas, só que os produtos eram: graveto, pedra e folha seca.

A ideia foi ganhar visibilidade, exposição da marca e o inusitado foram os produtos. E o mais legal é que há instruções de como usá-los. Um case fantástico, pois une interatividade e a mídia (venda de produtos no varejo) como estratégia de exposição de marca, o famoso visual merchandising. Eu mesmo tenho um case em que aumentei em 10 vezes a exposição de produtos e consequentemente a exposição das marcas em ais de 1200 lojas do varejo.

O resultado para a The North Face foram traduzidos em 38% de aumento de vendas em seus produtos principais. Claro, quem quisesse, podia comprar a pedra, o graveto e a folha. Quem sabe, de lembrança.


Acredite, viver é dar a chance de misturar as ideias. Misture elas e terá novas ideias. Lembrem-se. Com apenas 26 letras, recheamos a internet com sites e textos que nunca serão sequer lidos, imagine o que somos capazes de fazer, executar e gerar de resultados. Não se engane, não faça auto-sabotagem. Quem tem ideias é uma fábrica de possibilidades, basta colocar em prática e vender a sua produção. Quer saber como misturar mais as ideias? Pergunte-me como!

Escrito e autorizado por:

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com
www.MKTmais.com

O menino cata-vento – Uma lição de persistência e empreendedorismo.


Escrito por Gustavo Vannucchi

Estava lendo as notícias esta manhã e me encontrei com uma matéria inspiradora no site da CNN. Conta a história de um garoto de 14 anos chamado William Kamkwamba. Nativo da vila de Masitala em Malawi, um pequeno país espremido entre Moçambique e Zâmbia na África, onde metade da população vive abaixo da linha de pobreza e menos de 2% tem eletricidade.O ano é 2002, inesquecível para William e toda a sua vila devido a um período de seca que trouxe fome e sede. Foi também o ano em que teve de deixar a escola porque não tinha o equivalente a 140 reais para pagar a anuidade.Como alternativa empenhou-se em ler os velhos livros da biblioteca local, patrocinada pelo governo americano.

Um desses livros trazia imagens de moinhos de vento e aquilo fez acender uma idéia brilhante. Aproveitar a única coisa abundante no seu país para resolver o problema da fome – o vento. Por mais fantástico que possa soar, foi exatamente a inocência do garoto que o fez acreditar ser capaz de fazer seu próprio moinho de vento. Sem instruções básicas -tinha somente a foto - mas muita criatividade se pôs ao trabalho. Encontrou um ventilador de motor de trator, pistões, tubos de PVC, uma bicicleta quebrada, uma bateria de carro e outras partes em um ferro-velho. Juntou pedaços de madeira e também gastou um pouco do dinheiro que tinha economizado para a escola. Foram 3 meses de trabalho árduo. Seu vizinhos e até sua mãe achavam que ele havia enlouquecido ou andava fumando muita maconha. Mas ele tinha um objetivo e ignorava qualquer obstáculo. As pessoas ficavam por perto apontando e tirando sarro. William seguia apertando parafusos com uma chave de fenda improvisada – uma espiga de milho com pregos tortos.
Eis que finalmente aquela pilha de lixo mostra que a visão daquele garoto não era só um sonho e uma lâmpada de carro que usava para testes se acende. Desta lâmpada 5 moinhos de vento são erguidos e hoje servem para bombear água para sua vila, carregar bateria de celulares e até para ligar o rádio e ouvir música. Um deles foi construído na escola onde passou a lecionar técnicas para a construção de moinhos de vento.
William hoje com 22 anos estuda Academia de Liderança Africana, uma escola de elite na África do Sul, patrocinado por doadores. Ali teve contato pela primeira vez com um computador e foi apresentado a um tal de Google! "Onde estava esse tal de Google quando eu estava construindo o Moinho? Aqui tem tudo" disse ao colega.

Conheceu vários países onde, a convite de Al Gore, conta sua história para empreendedores. Em uma visita recente para Palm Springs na Califórnia conheceu pela primeira vez um moinho de vento moderno usado para gerar energia elétrica.
Sua história virou livro escrito pelo jornalista Bryan Mealer chamado The boy who harness. No livro destaca a importância da persistência de William e que o segredo de seu sucesso é que não se acomodou com as glórias que colhe agora. Ao contrário, continua se dedicando para fazer cada vez melhor.
Assista a um video:

29 de set. de 2009

Trabalho no Futuro


Escrito por Gustavo Vannucchi


O que você imagina como trabalho do futuro? Manobrista de disco-voador? Guia turístico em Marte? Bom, enquanto o mercado interestelar não atinge níveis acessíveis e as agências de empregos não tem como publicar anúncios por telepatia, o melhor é mesmo se preparar para resolver os problemas do presente e para o que vem por aí.

Com as mudanças nas perspectivas de crescimento populacional mundial, no desenvolvimento dos países emergentes (BRIC), na concentração de poder econômico entre as maiores economias e um novo ciclo de crescimento na economia mundial após a crise pela qual acabamos de passar (acabamos?) muitos empregos serão gerados, mas não o suficiente para cobrir a demanda.

Segundo a Organização Mundial do Trabalho, 45 milhões de pessoas ingressam no mercado todo ano. Temos que lembrar que isso inclui garotos de 14 anos, não só universitários. Segundo a OMT as ações tomadas pelo G20 para conter os prejuízos da crise conseguiram salvar de 7 a 11 milhões de posições de trabalho. Esse numero é importante mas parece pequeno diante da realidade que já vinha desde antes da crise. O número estimado de desempregados no mundo subiu de 219 para 241 milhões.

Como resposta, os países tem ampliado os programas de segurança social dos trabalhadores oferecendo melhores oportunidades de recuperação aos desempregados com programas de treinamento e recolocação.

Na Europa e nos Estados Unidos a política é de reduzir os custos para os pequenos empresários para que possam manter os postos de trabalho ocupados. Além disso, os governos aumentam seus investimentos em infra-estrutura e políticas de crédito para pequenos empresários e também para consumidores.


Bom, deixando um pouco de lado os dados da OMT, reflito sobre minha experiência.


Tive a oportunidade de conhecer diversos países e ter contato com profissionais de todos os cantos do mundo. Em alguns lugares praticamente não se ouve falar em pobreza, como na Holanda onde a taxa de desemprego é de 2.2%, considerada uma espécie de “taxa de giro” já que o desocupado não fica desempregado por mais de 4 meses, período no qual tem grande assistência do governo.

Quando leio no site da OMT que essas medidas de melhoras nas bases de assistência social e investimento em estrutura e recolocação são parte de um pacto mundial (Global Jobs Pact – 183 paises) me pergunto:

Onde é que o Brasil está empregando as políticas que prometeu nesse pacto?

O Brasil tem números de crescimento projetados muito interessantes e obviamente o país se desenvolveu em vários aspectos. Mas a infra-estrutura ainda é praticamente a mesma de 20 anos atrás, sem uma estrutura ferroviária descente, com estradas ruins, portos pequenos e sem tecnologia e com uma região gigante e grande produtora como o centro-oeste sem ter como escoar a produção. Os aeroportos não receberam os investimentos prometidos salvos dois ou três casos. A internet tem uma carga tributária de 40% e a dependência por combustível importado aumentou enormemente (em gás natural).

Nosso país compra novos jatos e importa tecnologia para fabricar armas de guerra (é necessário) mas corta refeições e dias de trabalho do exército por falta de dinheiro.

Também projetamos aumento nos gastos públicos e garantimos o pagamento em cima de futura arrecadação com a elevação de impostos.

Honestamente não entendo porque o Brasil não volta a investir em infra-estrutura. É populista (ganha votos), é útil, gera empregos e é fácil de desviar dinheiro. Desculpas não faltam.

Mas já que o assunto inicial era trabalho, eis a profissão que você deveria querer no seu futuro: Senador.

Como Senador você não vai precisar trabalhar tanto, uns 4 dias por semana e ainda vai ter longos períodos de recesso. Ah, os salários e benefícios? Claro, são interessantes:

Subsídio mensal - R$ 16.500 (x15 -sim, quinze!- por ano = R$ 247.500)

Verba Indenizatória mensal - R$ 15.000 (gasto no estado de origem)

Auxílio moradia mensal - R$ 3.800

Auxílio Carro mensal - Motorista + 25 litros de gasolina por dia

Cota Postal mensal - Proporcional ao estado de origem (SP = 60.000 por mês)

Cota na Gráfica do Senado - R$ 8.500 por ano

Passagens Aéreas por mês - 4 de ida e volta para o estado de origem

Passagem Aérea RJ: Uma passagem de ida e volta por mês para a cidade maravilhosa.

Líder ou membro da mesa diretora pode nomear livremente 5 assessores e 6 secretários parlamentares com salários de R$ 6.750 a R$ 9.000 e um segundo gabinete.

Presidente da Câmara ainda tem casa oficial e pode usar aviões da FAB.

PS:

Ah, na sua campanha que tal o slogan - Vote em mim pelo Trabalho do Futuro!


O meu nome é;

Gustavo Vannucchi


Dados numéricos extraídos no site da OMT - www.ilo.org - e da coluna da Lúcia Hippolito na CBN.

13 de set. de 2009

Silencie a Mente e Observe os Benefícios



Escrito por Luceli Mota

Tornou-se muito comum hoje em dia ouvir os mais variados comentários sobre meditação, yoga e demais técnicas que envolvam a interiorização e o silêncio como técnicas de autoconhecimento e equilíbrio! Mas qual o real benefício de qualquer destas técnicas para o mundo corporativo? Como aliar práticas de Desenvolvimento Humano à mentalidade Capitalista do século XXI?

Parece estarmos diante de um grande paradoxo, não é? E realmente estamos...

Na corrida pelas conquistas materiais e frente à concorrência avassaladora no mercado de trabalho, temos que “TER MAIS”...


TER mais conhecimento;

TER mais energia;

TER mais perspicácia;

TER mais pró-atividade;

TER mais criatividade;

TER mais disciplina;

TER mais sociabilidade;


Não basta fazer um bom trabalho, tem que saber se autopromover dentro da sua empresa ou mercado!

Onde conseguir recursos e tempo para tanto e ainda assim ter qualidade de vida? Este é, realmente, o grande paradoxo e desafio deste século e a grande chave para a solução deste paradoxo chama-se AUTOCONHECIMENTO.

Ao conhecermos o nosso poder de resiliência - flexibilidade e poder de recuperação e as crenças arquivadas em nossas memórias consciente e inconsciente, que regem o nosso sistema operacional – atos e escolhas de vida, saberemos da capacidade que temos em modificá-las, perceberemos que muitas de nossas limitações são irreais ou desnecessárias, impostas por alguém, pela sociedade ou por nós próprios.

Ao compreendermos o nosso funcionamento e capacidades individuais, bem como, nossos objetivos e missão de vida nos tornamos capazes de tomar decisões mais assertivas, termos posturas e atitudes mais eficientes e eficazes frente à vida, de organizar e estruturar nossa vida de acordo com o trajeto e a velocidade na qual desejamos trilhar nosso caminho.

Estas novas atitudes nos tornam melhores profissionais e líderes mais eficientes, criativos e arrojados e este é o grande diferencial para o mundo Corporativo.

As empresas precisam de mentes automotivadoras, líderes e dinâmicas, ao invés de mentes ESTRESSADAS ou DOENTES.

Ao conhecer-nos melhor seremos capazes de lidar com as adversidades pessoais e profissionais, ampliar horizontes, pensar e agir diferente sem adoecer.

É neste momento então que o SILÊNCIO torna-se primordial como um dos componentes de transformação necessário para o autoconhecimento e novas atitudes de vida.

Através da capacidade de conhecer-se, na ESSÊNCIA , e ouvir a VOZ INTERIOR passa-se a SER MAIS ao invés de TER MAIS...


Ser mais autônomo;

Ser mais capaz de ouvir o outro;

Ser mais capaz de decidir assertivamente, conduzir e liderar;

Ser mais resiliente e conhecedor de seus potenciais e necessidades;

Ser mais criativo e positivista.


Quando silenciamos passamos a ouvir nossa voz interior, nossos padrões de comportamento e somos também mais capazes de ouvir e perceber o próximo. É assim que nos tornamos pessoas mais perceptivas, sensíveis e concentradas.

Através das técnicas de meditação e Silêncio aprendemos a controlar nossas mentes de forma a REAGIR menos frente aos fatos da vida e AGIR mais.

Reagir menos significa deixar de se ocupar em justificar e provar que estamos certos e nos ocupar em AGIR de forma assertiva e diretiva.


“A verdadeira inteligência atua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas é encontrada. (Eckhart Tolle em O Poder do Silêncio)”


Escrito e autorizado por Luceli Mota.

luceli_mota@hotmail.com

http://www.linkedin.com/in/lucelimota

Luceli Mota é Coach de Vida e Carreira, especializada em Comportamento, Liderança, Criatividade e Planejamento de Vida e Carreira. Formada em Letras e Tradução pela PUC Campinas e Pós Graduada em Medicina Comportamental pela Escola Paulista de Medicina.