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Notícias sobre Mídia e Marketing

21 de jun. de 2009

Variável STF e Cade demonstram porque as estratégias são dinâmicas


Escrito por Jony Lan:
Para
quem está começando na carreira executiva, definir o que é estratégia parece algo simples, estático e fácil de definir. Dependendo da indústria, do setor e do segmento de negócio, realmente é simples e muitas das vezes, nem há estratégia. Planejamento estratégico é piada, afinal, o que é um monte de letrinhas em um papel? Mas independente do ramo de atividade e do cargo que você exerce, fatalmente saberá que qualquer empresa precisa "mudar", sempre. E manter-se antenado, na medida do possível. Como dizem, tudo é relativo, mas em condições normais, o planejado pode ser atingido. Essa semana sairam duas notícias que simplesmente necessitam de velocidade na decisão a ser tomada e muitas vezes, já foi traçada em opções estratégicas. Poderíamos dizer que essa é uma das pontas que traz dinâmica no processo, pois nada é definitivo e quanto maior é a empresa, mais fácil ela é afetada por outros fatores. Resumindo, estratégia pode ser complexa.

Mas vamos às notícias que afetam o seu negócio, mais especificadamente, das teles. O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu (17/06/2009) a ilegalidade da cobrança da assinatura básica da telefonia fixa e determinou que os Juizados Especiais estaduais são competentes para julgar o tema. Pois o STF entendeu que a questão deve ser analisada a partir do Código de Defesa do Consumidor, uma lei ordinária (Lei 8.078/1990), não envolvendo questão constitucional.

Imaginou o possível prejuízo? As contas de perdas vai aumentar esse ano ou nos próximos anos. As empresas de consultorias vão nadar de braçadas para tentar recuperar valores pagos indevidamente pelas empresas. Tudo porque a justiça determinou, variável não controlável, já ouvir falar nisso, né? Imagina como deve ficar o Ebtida desse ano? A linha de provisão de perdas vai ganhar mais "budget"! As ações? Bom, sabe lá.

Agora uma no campo da bebida. Por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Coca-Cola terá que abrir mão da marca de chás prontos Nestea. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 17, após a aprovação, por unanimidade, da compra da fabricante brasileira de bebidas Leão Júnior (dona da marca Matte Leão) pela multinacional. Para autorizar a negociação, o Cade impôs à Coca-Cola o fim da joint-venture mantida com a Nestlé desde o ano de 2001, quando a corporação ficou responsável pela produção e comercialização dos chás prontos no Brasil.

E para quem é jornalista. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar. Vai ver a culpa é da internet, que possibilitou que cada um virasse "jornalista" e do celular, pois todo mundo virou fotógrafo e cinegrafista. No meu ponto de vista, decisão bem política, pois jornalistas profissionais sem diploma já existem a muito tempo, assim como existem administradores que nunca cursaram administração, publicitários que nunca estudaram comunicação e por aí vai.

Percebem, você pode até definir uma estratégia em 1 minuto, que caminho seguir, decidir o 'como', a decisão será tomada, mas ela não é fixa, não é única e não é estática. A estratégia é dinâmica, pois o mercado é dinâmico, ele varia, ele se move, ele é "vivo". E com certeza, afetará o seu bolso e o faturamento da empresa.

Escrito e autorizado por:

Jony Lan
Consultor de Marketing e Estratégia
http://mktmais.blogspot.com/

7 de jun. de 2009

Marketing 2.0 - Consumidor no Controle!




Nos últimos de 10 anos eu ouço profissionais discutindo qual a melhor maneira de se comunicar com consumidores. Propaganda? Internet? Marketing direto? Preço Baixo?
Acho que cheguei a uma resposta: a melhor maneira de falar com o cliente é da forma que ele prefira.
Em tempos de internet, networking, reality-shows, youtube, TiVo, jornais quebrando, GM quebrando a primeira coisa que vem a tona é como o consumidor nos últimos anos virou a mesa. A bola está com as empresas e seus parceiros de comunicação.
Seguem alguns pensamentos baseados num conceito que chamo de Marketing 2.0.

Promoção?

Falar em promoção no ponto de venda parece falar de futebol. Todos são entendidos no assunto. Mas num campo em que as experiências falam mais alto a matemática perdeu espaço. É claro que existem muitos números de estudos, mas no final o que decide mesmo é o ponto de vista do vendedor. Será mesmo?
Muito antes do consumidor por o pé no supermercado, ele viu a propaganda, ele falou com o vizinho, visitou websites, viu a promoção no jornal, foi a lojas de concorrentes, ou então.. comprou na internet. Essa ligação entre a disciplina Promoção e Supermercado é sinal de atraso. O Ponto de venda hoje está na cabeça do consumidor.
Hoje promoção do ponto de venda é muito menos decisivo. O consumidor brasileiro olha com olhos de águia as prateleiras e processa com a eficiência de um computador qual o custo benefício. Ok, tem a compra por impulso, mas com o bolso meio vazio, a razão ainda fala mais alto na maioria das vezes.
Isso não diminui a importância dos profissionais que trabalham com isso, só mostra que o caminho hoje é muito mais complicado.

Mídia?

A palavra Mídia se transformou muito nos últimos anos. Me lembro quase 10 anos atrás a dificuldade que eu tinha para explicar para minha mãe o que eu, então um supervisor de mídia em uma agência de propaganda, fazia no trabalho. Acho que agora seria ainda mais difícil.
Meu chefe, naquele tempo, dizia que internet não era mídia porque não alcançava audiência significativa. Depois essa palavra conheceu "complementos". Mídia de Massa, Alternativa, Eletrônica, etc. Ganhou também o significado generalizado como para CD para gravação, papel, Zip Disk (alguém lembra?)
A descaracterização da Mídia como conhecida no final dos anos 90 na verdade é conseqüência de sua evolução natural.
As pessoas tem necessidades de comunicação. Interatividade e Poder de Opção oferecem novos caminhos para esse desenvolvimento. A disciplina que melhor interpreta isso é a Comunicação Direta.

Marketing Direto?

A palavra que já virou pejorativo - telemarketing - sofre com os péssimos resultados que a voracidade do mercado geraram. "5% de retorno é uma boa margem" diziam os profissionais de Marketing Direto naquele tempo, esquecendo que os outros 95% ficariam de saco-cheio depois de um tempo (não parece SPAM?).
Mas a inteligência desses mesmos profissionais, das empresas e do próprio consumidor guiaram o surgimento de novas ferramentas. Um grande passo foi o serviço oferecido por forca de lei em São Paulo, através do qual o consumidor se protege de receber mensagens não desejadas por telefone. Imagine se cada vez que chegasse um SPAM no seu e-mail você fosse pago 1 real em multa! Me lembro nos Estados Unidos meu telefone de casa era cadastrado no sistema "Do not call". Apesar disso uma empresa me ligou. Logo nos primeiros segundos interrompi o operador e avisei que meu numero constava na tal lista. Em 5 segundos ele desligou, pedindo mil desculpas em nome da empresa e desejando um bom dia. Do contrário a multa seria de até 5 mil USD. - O consumidor tomando controle!
Eu digo que isso foi um grande passo pois o consumidor, acima de tudo, tem que ter a Opção. Se a loja onde sempre compro eletrônicos quiser me ligar pra me dizer que chegou um produto que poderia me interessar eu agradeceria a ligação, desde que feita com meu consentimento e em dias e horários indicados. Talvez eu preferisse uma carta, um SMS ou um e-mail.
Os novos tempos indicam que todos os meios são bem vindos, desde que respeitem a opção do consumidor.

CRM?

O termo CRM hoje indica um grande sistema de algoritmos que identificam particularidades de consumo e cada vez mais se aproxima da unidade mínima de consumidor (brincando com mínimo divisor comum e o termo “cluster”). Hoje essa "ciência" conhece o consumidor e tem informação suficiente para falar do jeito que ele prefere.
Desconhecido de muitas empresas e ignorado por outras, CRM é como os vegetais no prato da criança que só quer as batatinhas fritas. Você, adulto, sabe que precisa comer os "verdinhos" com certa regularidade. Talvez se os profissionais de CRM aprendessem com os doidos da Propaganda a vender melhor o próprio produto...

Conclusão

Vender é o que a empresa quer e Marketing é o que a empresa precisa.
Marketing 2.0 é a opção do consumidor falando mais alto do que a opção da empresa.
Promoção? Mídia? Propaganda? Marketing Direto? Tudo, usado na dose certa, na hora certa, do jeito certo, guiados pela ciência do CRM, pelo talento e pela experiência.
Assim como a internet se expande no conceito de interatividade total e poder de opção, o marketing tem que ser revisado, revirado, re-organizado e “updated”. Bem vindo a era do Marketing 2.0

10 de mai. de 2009

Qual a pretensão salarial? - uma reflexão sobre o momento em que o candidato tem que ser um negociante.


Tá certo, os tempos não são fáceis e arrumar um emprego não é nada fácil. Mas quando você finalmente conseguir aquela entrevista, o que fazer para conseguir a melhor proposta?
Se eu soubesse as respostas exatas aquele carro novo já estaria na garagem do apartamento que há tanto quero comprar... Mas eis aqui 5 dicas de o que nunca se deve fazer na hora de negociar o salário:

1) Parecer ansioso:

Por mais ansioso que você esteja (procurando trabalho há tempos, uma grande oportunidade) você tem que manter a calma e passar a sensação de que tem controle da situação. Muitas empresas vão tirar proveito da situação e economizar do Budget.

2) Exagerar no atual/ último salário:

Mentir nunca dá resultado. De alguma forma a verdade vem à tona, seja na entrevista ou mesmo 3 anos depois de já contratado. E isso pode te colocar numa situação embaraçosa. Falar que ganha um valor mais baixo certamente não interessa. Dizer que o salário é mais alto do que deve poderá afastar oportunidades.
Uma sugestão seria a de dizer qual seu salário atual se perguntado, mas não comentar a respeito do salário em empregos anteriores.

3) Aproveitar o momento certo:

O momento certo aparece quando você está em posição de receber uma oferta. Por isso começar a discussão de uma possível oportunidade de trabalho colocando condições de benefícios, horários e salários é errado. É como se você estivesse propondo um salário, o que dá a oportunidade ao entrevistador de fazer uma contra-proposta sob suas condições ou então.. nem oferecer nada.

4) Quem falar primeiro perde!

Uma regra que aprendi quando trabalhava em vendas na empresa de meu pai é que quem diz um valor primeiro perde. Então você pensa... : como responder à pergunta sobre qual o salário pretendido? Eu não estou certo da resposta mas tenho uma que me parece interessante: "Estou certo de que a empresa me oferecerá um pagamento adequado à função. O que procuro é uma Oportunidade.
Se deve ter em mente que salário ainda é composto de outros benefícios como plano de saúde, ferias e bônus.

5) Pressa para começar:

Dizer que pode começar imediatamente muitas vezes dá a impressão que você precisa muito daquele emprego. Oferta e Demanda. Por mais que você esteja doido pra começar a trabalhar, diga que precisa ao menos de 1 ou 2 dias para se preparar adequadamente.

Uma coisa que sempre ouço de Max Gehringer na sua coluna da CBN é que salário não é tudo em uma nova oferta de emprego. Ambiente de trabalho e oportunidade de carreira são fundamentais. Se estiver trocando seu emprego atual por uma de maior salário mas com ambiente de trabalho ruim e poucas possibilidades de carreira, provavelmente você estará fazendo uma troca ruim.
Outra coisa que já ouvi de consultores de RH é que não tem mesmo muito jeito de não responder a certas perguntas. Às vezes a mesma pessoa que te entrevista tem algumas limitações para avaliar seu desempenho. Então o jeito é relaxar, ser honesto e calmo.

Você tem alguma idéia diferente? Comente!

27 de abr. de 2009

Meu chefe e colega o computador!



Esses dias precisei tirar 1 dia de folga planejada para cuidar de documentos pessoais. Era um compromisso inadiável e importantíssimo para o bem estar da minha família. Fácil, basta falar com o responsável por folgas na empresa e pronto. Folga negada.
Você pode pensar... Poxa, que chefe insensível. Ou então,.. que cara folgado! Bom, eu diria que a palavra insensível descreve exatamente o cara que negou minha folga.
Na empresa em que trabalho, para requisitar uma folga basta entrar no sistema e preencher um breve formulário. Simples assim. Esse formulário vai parar no escritório da Alemanha. Um cara olha o pedido, verifica se minha ausência será sentida e clica “aprovada” ou “reprovada”. Não diz porque, não pergunta se pode ser um outro dia, uma outra hora. Não pergunta se está tudo bem. Na verdade, não pede a opinião de ninguém. Só clica "aprovado" ou "reprovado".
Falei com meu chefe sobre a folga. Ele me pediu para escrever um email pedindo pois estava muito ocupado fazendo seu trabalho que, presumo, deveria incluir falar comigo sobre trabalho. Ok, afinal, ele estava realmente atarefado, acho. Não tenho certeza pois não sei o que meu chefe faz exatamente. Só sei que ele fica atrás do computador dele escrevendo e preenchendo números em tabelas de softwares diversos ou então participa de reuniões. Faz sentido então mandar o email. Afinal ele presta mais atenção ao computador do que nos arredores do monitor. Acho que ele não teve tempo de ler o email e quando o cobrei – também por email- ele respondeu que.. no momento não era possível resolver o assunto da minha folga, por isso estava sendo negada.
Humanamente eu fui até a cadeira do meu chefe – 9 metros de distância - e disse: Chefe, eu não virei amanhã. O compromisso que tenho fora daqui he muito importante. Prefiro dizer isso agora a te ligar amanhã cedo, com voz de coitado e dizer... Estou doente chefinho, pobre de mim.. como tantos fazem.
Uma outra coisa que noto é o Instant Messenger. Tem o interno, só entre funcionários da empresa, e o normal na internet. Tem também o Facebook. Funcionários, uns ao lado dos outros trocam mensagens via computador o tempo todo enquanto atualizam seus perfis nos sites de networking 10 vezes por dia.
A conversa no canto do café ainda acontece e os 30 minutos de almoço ainda podem ser compartilhados com um colega. Ou então você pode fazer como tantos outros, pegar seu celular e ficar apertando os botões.
Tenho também um comentário sobre o Twitter para isso. Quando você estiver na frente daquela pergunta "o que voce esta fazendo?" experimente responder " ninguém se importa". Imagine um monte de pessoas em uma sala falando freneticamente. Não umas com as outras, só falando. Esse é o Twitter como foi criado. Igual aquele video no Youtube que você fez e divulgou por email para sues 86 contatos no Facebook e que só atingiu... 3 clicks. Existem bons usos para o Twitter e para o Youtube mas dificilmente dizer algo que não interessa a ninguém prevalecerá. Ainda assim insistimos.
O computador é uma ferramenta revolucionária de trabalho, ninguém pode negar. Mas a comunicação informatizada está transformando as pessoas no trabalho. Funcionários se tornam números e emails. Colegas passam a ser "a pessoa ao lado" e você vê cada vez menos sentido em estar ali, naquele lugar enquanto poderia estar em casa fazendo a mesma coisa com seu computador.
A conclusão a que chego é que o conceito de sociedade está mudando. Não sei como exatamente mas a sensação de estar falando sozinho - nesse exato momento - me faz pensar. A idéia de se reunir no local de trabalho as pessoas por traz do perfil profissional. Não estou dizendo que temos que ser como uma grande familia, nenhum "bla, bla,bla" desse tipo. Mas que se faz necessário contectar-se com o lado humano de quem trabalha. Valorizar pensamentos, ser atencioso com dificuldades e ouvir. Principalmente ouvir.

13 de abr. de 2009

U.B.S - A maior lavanderia de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro!!!

União de Bancos Suíços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!

Agoniza o segredo bancário suíço.
Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

A Suíça tremula. Zurique alarma-se!

Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basiléia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço. O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.

A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça, viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente. Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.

Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!

O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.

Mas, como resistir!??...

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.

Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas. Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.


E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários. Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...

Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe, do Zimbabwe e da Mafia Russa?

Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suíça?

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?

Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca? Tudo lá ficou para sempre e em segredo...

A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.

Na mini-cúpula européia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.

No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.

Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.

Hoje, estamos em crise. Viva a crise!!!

Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.

Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal.

Para muito breve, a queda do império financeiro suíço!

FIM