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13 de out. de 2009

O menino cata-vento – Uma lição de persistência e empreendedorismo.


Escrito por Gustavo Vannucchi

Estava lendo as notícias esta manhã e me encontrei com uma matéria inspiradora no site da CNN. Conta a história de um garoto de 14 anos chamado William Kamkwamba. Nativo da vila de Masitala em Malawi, um pequeno país espremido entre Moçambique e Zâmbia na África, onde metade da população vive abaixo da linha de pobreza e menos de 2% tem eletricidade.O ano é 2002, inesquecível para William e toda a sua vila devido a um período de seca que trouxe fome e sede. Foi também o ano em que teve de deixar a escola porque não tinha o equivalente a 140 reais para pagar a anuidade.Como alternativa empenhou-se em ler os velhos livros da biblioteca local, patrocinada pelo governo americano.

Um desses livros trazia imagens de moinhos de vento e aquilo fez acender uma idéia brilhante. Aproveitar a única coisa abundante no seu país para resolver o problema da fome – o vento. Por mais fantástico que possa soar, foi exatamente a inocência do garoto que o fez acreditar ser capaz de fazer seu próprio moinho de vento. Sem instruções básicas -tinha somente a foto - mas muita criatividade se pôs ao trabalho. Encontrou um ventilador de motor de trator, pistões, tubos de PVC, uma bicicleta quebrada, uma bateria de carro e outras partes em um ferro-velho. Juntou pedaços de madeira e também gastou um pouco do dinheiro que tinha economizado para a escola. Foram 3 meses de trabalho árduo. Seu vizinhos e até sua mãe achavam que ele havia enlouquecido ou andava fumando muita maconha. Mas ele tinha um objetivo e ignorava qualquer obstáculo. As pessoas ficavam por perto apontando e tirando sarro. William seguia apertando parafusos com uma chave de fenda improvisada – uma espiga de milho com pregos tortos.
Eis que finalmente aquela pilha de lixo mostra que a visão daquele garoto não era só um sonho e uma lâmpada de carro que usava para testes se acende. Desta lâmpada 5 moinhos de vento são erguidos e hoje servem para bombear água para sua vila, carregar bateria de celulares e até para ligar o rádio e ouvir música. Um deles foi construído na escola onde passou a lecionar técnicas para a construção de moinhos de vento.
William hoje com 22 anos estuda Academia de Liderança Africana, uma escola de elite na África do Sul, patrocinado por doadores. Ali teve contato pela primeira vez com um computador e foi apresentado a um tal de Google! "Onde estava esse tal de Google quando eu estava construindo o Moinho? Aqui tem tudo" disse ao colega.

Conheceu vários países onde, a convite de Al Gore, conta sua história para empreendedores. Em uma visita recente para Palm Springs na Califórnia conheceu pela primeira vez um moinho de vento moderno usado para gerar energia elétrica.
Sua história virou livro escrito pelo jornalista Bryan Mealer chamado The boy who harness. No livro destaca a importância da persistência de William e que o segredo de seu sucesso é que não se acomodou com as glórias que colhe agora. Ao contrário, continua se dedicando para fazer cada vez melhor.
Assista a um video:

29 de set. de 2009

Trabalho no Futuro


Escrito por Gustavo Vannucchi


O que você imagina como trabalho do futuro? Manobrista de disco-voador? Guia turístico em Marte? Bom, enquanto o mercado interestelar não atinge níveis acessíveis e as agências de empregos não tem como publicar anúncios por telepatia, o melhor é mesmo se preparar para resolver os problemas do presente e para o que vem por aí.

Com as mudanças nas perspectivas de crescimento populacional mundial, no desenvolvimento dos países emergentes (BRIC), na concentração de poder econômico entre as maiores economias e um novo ciclo de crescimento na economia mundial após a crise pela qual acabamos de passar (acabamos?) muitos empregos serão gerados, mas não o suficiente para cobrir a demanda.

Segundo a Organização Mundial do Trabalho, 45 milhões de pessoas ingressam no mercado todo ano. Temos que lembrar que isso inclui garotos de 14 anos, não só universitários. Segundo a OMT as ações tomadas pelo G20 para conter os prejuízos da crise conseguiram salvar de 7 a 11 milhões de posições de trabalho. Esse numero é importante mas parece pequeno diante da realidade que já vinha desde antes da crise. O número estimado de desempregados no mundo subiu de 219 para 241 milhões.

Como resposta, os países tem ampliado os programas de segurança social dos trabalhadores oferecendo melhores oportunidades de recuperação aos desempregados com programas de treinamento e recolocação.

Na Europa e nos Estados Unidos a política é de reduzir os custos para os pequenos empresários para que possam manter os postos de trabalho ocupados. Além disso, os governos aumentam seus investimentos em infra-estrutura e políticas de crédito para pequenos empresários e também para consumidores.


Bom, deixando um pouco de lado os dados da OMT, reflito sobre minha experiência.


Tive a oportunidade de conhecer diversos países e ter contato com profissionais de todos os cantos do mundo. Em alguns lugares praticamente não se ouve falar em pobreza, como na Holanda onde a taxa de desemprego é de 2.2%, considerada uma espécie de “taxa de giro” já que o desocupado não fica desempregado por mais de 4 meses, período no qual tem grande assistência do governo.

Quando leio no site da OMT que essas medidas de melhoras nas bases de assistência social e investimento em estrutura e recolocação são parte de um pacto mundial (Global Jobs Pact – 183 paises) me pergunto:

Onde é que o Brasil está empregando as políticas que prometeu nesse pacto?

O Brasil tem números de crescimento projetados muito interessantes e obviamente o país se desenvolveu em vários aspectos. Mas a infra-estrutura ainda é praticamente a mesma de 20 anos atrás, sem uma estrutura ferroviária descente, com estradas ruins, portos pequenos e sem tecnologia e com uma região gigante e grande produtora como o centro-oeste sem ter como escoar a produção. Os aeroportos não receberam os investimentos prometidos salvos dois ou três casos. A internet tem uma carga tributária de 40% e a dependência por combustível importado aumentou enormemente (em gás natural).

Nosso país compra novos jatos e importa tecnologia para fabricar armas de guerra (é necessário) mas corta refeições e dias de trabalho do exército por falta de dinheiro.

Também projetamos aumento nos gastos públicos e garantimos o pagamento em cima de futura arrecadação com a elevação de impostos.

Honestamente não entendo porque o Brasil não volta a investir em infra-estrutura. É populista (ganha votos), é útil, gera empregos e é fácil de desviar dinheiro. Desculpas não faltam.

Mas já que o assunto inicial era trabalho, eis a profissão que você deveria querer no seu futuro: Senador.

Como Senador você não vai precisar trabalhar tanto, uns 4 dias por semana e ainda vai ter longos períodos de recesso. Ah, os salários e benefícios? Claro, são interessantes:

Subsídio mensal - R$ 16.500 (x15 -sim, quinze!- por ano = R$ 247.500)

Verba Indenizatória mensal - R$ 15.000 (gasto no estado de origem)

Auxílio moradia mensal - R$ 3.800

Auxílio Carro mensal - Motorista + 25 litros de gasolina por dia

Cota Postal mensal - Proporcional ao estado de origem (SP = 60.000 por mês)

Cota na Gráfica do Senado - R$ 8.500 por ano

Passagens Aéreas por mês - 4 de ida e volta para o estado de origem

Passagem Aérea RJ: Uma passagem de ida e volta por mês para a cidade maravilhosa.

Líder ou membro da mesa diretora pode nomear livremente 5 assessores e 6 secretários parlamentares com salários de R$ 6.750 a R$ 9.000 e um segundo gabinete.

Presidente da Câmara ainda tem casa oficial e pode usar aviões da FAB.

PS:

Ah, na sua campanha que tal o slogan - Vote em mim pelo Trabalho do Futuro!


O meu nome é;

Gustavo Vannucchi


Dados numéricos extraídos no site da OMT - www.ilo.org - e da coluna da Lúcia Hippolito na CBN.

13 de set. de 2009

Silencie a Mente e Observe os Benefícios



Escrito por Luceli Mota

Tornou-se muito comum hoje em dia ouvir os mais variados comentários sobre meditação, yoga e demais técnicas que envolvam a interiorização e o silêncio como técnicas de autoconhecimento e equilíbrio! Mas qual o real benefício de qualquer destas técnicas para o mundo corporativo? Como aliar práticas de Desenvolvimento Humano à mentalidade Capitalista do século XXI?

Parece estarmos diante de um grande paradoxo, não é? E realmente estamos...

Na corrida pelas conquistas materiais e frente à concorrência avassaladora no mercado de trabalho, temos que “TER MAIS”...


TER mais conhecimento;

TER mais energia;

TER mais perspicácia;

TER mais pró-atividade;

TER mais criatividade;

TER mais disciplina;

TER mais sociabilidade;


Não basta fazer um bom trabalho, tem que saber se autopromover dentro da sua empresa ou mercado!

Onde conseguir recursos e tempo para tanto e ainda assim ter qualidade de vida? Este é, realmente, o grande paradoxo e desafio deste século e a grande chave para a solução deste paradoxo chama-se AUTOCONHECIMENTO.

Ao conhecermos o nosso poder de resiliência - flexibilidade e poder de recuperação e as crenças arquivadas em nossas memórias consciente e inconsciente, que regem o nosso sistema operacional – atos e escolhas de vida, saberemos da capacidade que temos em modificá-las, perceberemos que muitas de nossas limitações são irreais ou desnecessárias, impostas por alguém, pela sociedade ou por nós próprios.

Ao compreendermos o nosso funcionamento e capacidades individuais, bem como, nossos objetivos e missão de vida nos tornamos capazes de tomar decisões mais assertivas, termos posturas e atitudes mais eficientes e eficazes frente à vida, de organizar e estruturar nossa vida de acordo com o trajeto e a velocidade na qual desejamos trilhar nosso caminho.

Estas novas atitudes nos tornam melhores profissionais e líderes mais eficientes, criativos e arrojados e este é o grande diferencial para o mundo Corporativo.

As empresas precisam de mentes automotivadoras, líderes e dinâmicas, ao invés de mentes ESTRESSADAS ou DOENTES.

Ao conhecer-nos melhor seremos capazes de lidar com as adversidades pessoais e profissionais, ampliar horizontes, pensar e agir diferente sem adoecer.

É neste momento então que o SILÊNCIO torna-se primordial como um dos componentes de transformação necessário para o autoconhecimento e novas atitudes de vida.

Através da capacidade de conhecer-se, na ESSÊNCIA , e ouvir a VOZ INTERIOR passa-se a SER MAIS ao invés de TER MAIS...


Ser mais autônomo;

Ser mais capaz de ouvir o outro;

Ser mais capaz de decidir assertivamente, conduzir e liderar;

Ser mais resiliente e conhecedor de seus potenciais e necessidades;

Ser mais criativo e positivista.


Quando silenciamos passamos a ouvir nossa voz interior, nossos padrões de comportamento e somos também mais capazes de ouvir e perceber o próximo. É assim que nos tornamos pessoas mais perceptivas, sensíveis e concentradas.

Através das técnicas de meditação e Silêncio aprendemos a controlar nossas mentes de forma a REAGIR menos frente aos fatos da vida e AGIR mais.

Reagir menos significa deixar de se ocupar em justificar e provar que estamos certos e nos ocupar em AGIR de forma assertiva e diretiva.


“A verdadeira inteligência atua silenciosamente. A calma é o lugar onde a criatividade e a solução dos problemas é encontrada. (Eckhart Tolle em O Poder do Silêncio)”


Escrito e autorizado por Luceli Mota.

luceli_mota@hotmail.com

http://www.linkedin.com/in/lucelimota

Luceli Mota é Coach de Vida e Carreira, especializada em Comportamento, Liderança, Criatividade e Planejamento de Vida e Carreira. Formada em Letras e Tradução pela PUC Campinas e Pós Graduada em Medicina Comportamental pela Escola Paulista de Medicina.



22 de ago. de 2009

Onde é que desliga isso?




Escrito por Gustavo Vannucchi


Você notou como as pessoas, quanto mais ligadas estão, mais desligadas estão?
Ok, nada haver,... Reconheço, essa foi uma frase meio esquisita, mas você vai concordar comigo.
Hoje, graças a internet 2.0, laptops e smart-phones, estamos cada vez mais conectados às notícias e outras pessoas no mundo todo. Estamos re-encontrando amigos que não víamos a muito tempo, colegas de trabalho que, as vezes, trabalham no mesmo prédio mas em andares diferentes. Isso é fantástico, mas tem seu preço.
Você já notou como cada vez mais a sua capacidade de “muti-tasking” te afastou das pessoas? Você não liga mais para a pessoa, manda um SMS, um email... Não ouve a voz. Quando conversa em pessoa, olha pro Celular ou pro PDA, ou ainda pra tela do computador. Tecla enquanto “ouve” o que a outra pessoa fala. Junto ao som da voz agora tem o barulho das teclas.
Meu instinto de “marketeiro” me diz: como fazer pra usar isso tudo pra vender mais?
Meu lado “interneteiro” me diz: isso é natural, afinal, enquanto escrevo esse post, toca o sino da igreja aqui perto, ouço a CNN falar sobre a liberdade de Lockerbie, a janelinha do MSN pulando aqui porque, enquanto escrevo, também converso com um amigo.
Meu lado humano não diz nada. Está muito ocupado com o lado interneteiro e marketeiro ☺
A verdade é que não consigo deixar de notar como as pessoas estão cada vez mais ligadas a esses aparelhos, como se estes estivessem plugados (acho que wifi seria mais adequado) ao cérebro sugando toda sua energia. Como se tivéssemos nos tornado em zumbis, escravos da tecnologia.
Nos ônibus, trens, metrôs, carros. Na fila do banco ou do correio. No almoço. Na janta. Na cama. Não tiramos os olhos do computador. Tudo hoje é “mobile”. Tudo precisa estar alí, a mão.
Eu que viajo bastante gosto da idéia de ter um iPhone na mão, parar na frente de uma igreja, digamos na Itália, e com poucos clicks ter o wikipedia me dizendo tudo a respeito daquele prédio. O turismo deixa de ser um passeio e começa a ser uma aula completa.
Gosto também da idéia de o iPhone, assim que descobrir que estou na frente daquela igreja, me dar a sugestão de ir comer em algum restaurante ali perto ou saber que há uma loja de aluguel de carros ali por perto também.
Não gosto do fato de isso me isolar. De deixar de ter o guia turístico que me conta aquela historia fazendo uma piadinha e falando como se contasse tudo aquilo pela primeira vez.
A idéia que fica pra nós que trabalhamos duro, com computadores e celulares a mão, é que não esqueçamos de nos “desligar” no Happy Hour ou no fim de semana. Curtir amigos e família. Fazer um churrasco ou ir ao museu. Passar duas horas dormindo no sofá ou jogar um futebol, ir na academia.
A vida é mais do que trabalhar e muito mais que “se conectar”.

Revisão de versão publicada em dezembro de 2008.

3 de ago. de 2009

Padronização do "PDV" nos tempos de crise! Necessidade ou Utopia?

Por: Renato Santhinon

Não é difícil de perceber o quanto mudou no decorrer desses anos o modo de abordagem e apresentação de produtos em seus canais de venda, o publico mudou, a tecnologia evoluiu, a concorrência cresceu entre outros motivos.No entanto dentro de tantas inovações e melhoras um quesito vem preocupando especialistas a cada dia “ESPAÇO” , ele hoje é não só moeda de troca, bem como fica monopolizado na mão de grandes redes e industrias com suas estruturas gigantescas possuem um poder de posse ou barganha enormes.Temos casos recentes divulgados aqui mesmo no PDV News da fabricação de 16 mil displays de um único produto, dá pra imaginar que o Brasil poderia acolher muito mais do que isso? Sem dúvidas, pois existem canais de PDV que passam das centenas de milhares, assim mostra que ainda temos um pouco de tempo para nos planejarmos, para que no futuro (que pode estar bem próximo) o Ponto de Venda se torne uma ditadura, com imposições de design e espaço, o Mercado de Merchandising vem otimizando a cada dia esse espaço no PDV, hoje encontramos Pontas de Gôndola personalizadas, Ilhas e Quiosques monstruosos acolhendo linhas inteiras de produtos da empresa, temos as personalizações de gondola, com suas réguas retráteis, suas testeiras em diversos modelos e formatos.
Quem nunca gastou mais do que sua própria necessidade ao chegar no checkout onde diversos displays sobre o balcão e pendurados a sua volta fazem os sentidos ficarem aguçados, com seus chicletes, balas, chocolates, versões reduzidas de biscoitos, pilhas (essa todo mundo sempre esquece durante a compra por ser considerado supérfluo, ai o grande motivo de estar sempre por ultimo, dizendo pra você “ou você me compra, ou vai ter que se levantar do sofa muitas vezes para as suas centenas trocas de canais”, isso parece até uma anedota, mas é a pura realidade, as estratégias de marketing são feitas (pelo menos deveriam) baseadas no comportamento do consumidor.
Outrora devemos analisar a poluição visual nos Pontos de Venda, o que torna o simples ir ao supermercado ou grande magazine muitas vezes uma tortura. Na minha opinião as empresas teriam que pensar na interação do seu Ponto de Venda com o restante do ambiente, pensar na sua própria identidade visual e na do seus clientes é muito importante e pouco aplicada, poderia citar muitas trapalhadas e desastres no PDV, até com grandes empresas isso acontece, mas agora isso não vem ao caso, pois ficaria dias aqui escrevendo e discutindo sobre o assunto.
No momento o que me preocupa é a falta de padronização e cultura na criação de conceito dos Pontos de Venda onde muitas vezes o acesso da pequena e media indústria fica prejudicada ou sem o retorno dos investimentos empenhados.A única solução é planejar com antecedência, contratar empresas e profissionais especializados, treinar sua equipe de Trade Maketing e Merchandising, com a criação de manuais e procedimentos padrão para organização do produto no PDV de maneira adequada e claro utilizando métodos alternativos e de grande eficiência como o Cross Merchandising e o Co-Branding muito utilizados hoje em dia.
Autorizado por:
Renato Santhinon é publicitário e especialista em Merchandising em Ponto de Venda, que atua na área de criação, produção e implatação de materiais para PDV. (renato@pdvnews.com.br)