Reportagens sobre Desenvolvimento de Carreira

Notícias para Empreendedores

Notícias sobre Mídia e Marketing

27 de abr de 2009

Meu chefe e colega o computador!



Esses dias precisei tirar 1 dia de folga planejada para cuidar de documentos pessoais. Era um compromisso inadiável e importantíssimo para o bem estar da minha família. Fácil, basta falar com o responsável por folgas na empresa e pronto. Folga negada.
Você pode pensar... Poxa, que chefe insensível. Ou então,.. que cara folgado! Bom, eu diria que a palavra insensível descreve exatamente o cara que negou minha folga.
Na empresa em que trabalho, para requisitar uma folga basta entrar no sistema e preencher um breve formulário. Simples assim. Esse formulário vai parar no escritório da Alemanha. Um cara olha o pedido, verifica se minha ausência será sentida e clica “aprovada” ou “reprovada”. Não diz porque, não pergunta se pode ser um outro dia, uma outra hora. Não pergunta se está tudo bem. Na verdade, não pede a opinião de ninguém. Só clica "aprovado" ou "reprovado".
Falei com meu chefe sobre a folga. Ele me pediu para escrever um email pedindo pois estava muito ocupado fazendo seu trabalho que, presumo, deveria incluir falar comigo sobre trabalho. Ok, afinal, ele estava realmente atarefado, acho. Não tenho certeza pois não sei o que meu chefe faz exatamente. Só sei que ele fica atrás do computador dele escrevendo e preenchendo números em tabelas de softwares diversos ou então participa de reuniões. Faz sentido então mandar o email. Afinal ele presta mais atenção ao computador do que nos arredores do monitor. Acho que ele não teve tempo de ler o email e quando o cobrei – também por email- ele respondeu que.. no momento não era possível resolver o assunto da minha folga, por isso estava sendo negada.
Humanamente eu fui até a cadeira do meu chefe – 9 metros de distância - e disse: Chefe, eu não virei amanhã. O compromisso que tenho fora daqui he muito importante. Prefiro dizer isso agora a te ligar amanhã cedo, com voz de coitado e dizer... Estou doente chefinho, pobre de mim.. como tantos fazem.
Uma outra coisa que noto é o Instant Messenger. Tem o interno, só entre funcionários da empresa, e o normal na internet. Tem também o Facebook. Funcionários, uns ao lado dos outros trocam mensagens via computador o tempo todo enquanto atualizam seus perfis nos sites de networking 10 vezes por dia.
A conversa no canto do café ainda acontece e os 30 minutos de almoço ainda podem ser compartilhados com um colega. Ou então você pode fazer como tantos outros, pegar seu celular e ficar apertando os botões.
Tenho também um comentário sobre o Twitter para isso. Quando você estiver na frente daquela pergunta "o que voce esta fazendo?" experimente responder " ninguém se importa". Imagine um monte de pessoas em uma sala falando freneticamente. Não umas com as outras, só falando. Esse é o Twitter como foi criado. Igual aquele video no Youtube que você fez e divulgou por email para sues 86 contatos no Facebook e que só atingiu... 3 clicks. Existem bons usos para o Twitter e para o Youtube mas dificilmente dizer algo que não interessa a ninguém prevalecerá. Ainda assim insistimos.
O computador é uma ferramenta revolucionária de trabalho, ninguém pode negar. Mas a comunicação informatizada está transformando as pessoas no trabalho. Funcionários se tornam números e emails. Colegas passam a ser "a pessoa ao lado" e você vê cada vez menos sentido em estar ali, naquele lugar enquanto poderia estar em casa fazendo a mesma coisa com seu computador.
A conclusão a que chego é que o conceito de sociedade está mudando. Não sei como exatamente mas a sensação de estar falando sozinho - nesse exato momento - me faz pensar. A idéia de se reunir no local de trabalho as pessoas por traz do perfil profissional. Não estou dizendo que temos que ser como uma grande familia, nenhum "bla, bla,bla" desse tipo. Mas que se faz necessário contectar-se com o lado humano de quem trabalha. Valorizar pensamentos, ser atencioso com dificuldades e ouvir. Principalmente ouvir.

13 de abr de 2009

U.B.S - A maior lavanderia de dinheiro do mundo ameaça falir e poderá arrastar consigo, um país inteiro!!!

União de Bancos Suíços, a coisa está muito feia! Está pegando fogo!

Agoniza o segredo bancário suíço.
Artigo de Gilles Lapouge - Paris.

A Suíça tremula. Zurique alarma-se!

Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basiléia e Berna estão ofegantes. Poderia dizer-se que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço. O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira.

A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça, viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente. Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado.

Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais!

O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal.

Mas, como resistir!??...

A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.

Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente.

Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas. Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica.

Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões de dólares.


E não se trata apenas do UBS. Toda a rede bancária do país funciona da mesma maneira. O historiador suíço Jean Ziegler, que há mais de 30 anos denuncia a imoralidade helvética, estima que os banqueiros do país, amparados no segredo bancário, fazem frutificar três trilhões de dólares de fortunas privadas estrangeiras, sendo que os ativos estrangeiros chamados institucionais, como os fundos de pensão, são nitidamente minoritários. Ziegler acrescenta ainda que se calcula em 27% a parte da Suíça no conjunto dos mercados financeiros "offshore" do mundo, bem à frente de Luxemburgo, Caribe ou o extremo Oriente.

Na Suíça, um pequeno país de 8 milhões de habitantes, 107 mil pessoas trabalham em bancos. O manejo do dinheiro na Suíça, diz Ziegler, reveste-se de um caráter sacramental. Guardar, recolher, contar, especular e ocultar o dinheiro, são todos actos que se revestem de uma majestade ontológica, que nenhuma palavra deve macular e realizam-se em silêncio e recolhimento...

Onde param as fortunas recolhidas pela Alemanha Nazi? Onde estão as fortunas colossais de ditadores como Mobutu do Zaire, Eduardo dos Santos de Angola, dos Barões da droga Colombiana, Papa-Doc do Haiti, de Mugabe, do Zimbabwe e da Mafia Russa?

Quantos atuais e ex-governantes, presidentes, ministros, reis e outros instalados no poder, até em cargos mais discretos como Presidentes de Municipios têm chorudas contas na Suíça?

Quantas ficam eternamente esquecidas na Suíça, congeladas, e quando os titulares das contas morrem ou caem da cadeira do poder, estas tornam-se impossíveis de alcançar pelos legítimos herdeiros ou pelos países que indevidamente espoliaram?

Porque após a morte de Mobutu, os seus filhos nuncam conseguiram entrar na Suíca? Tudo lá ficou para sempre e em segredo...

A agora surge um outro perigo, depois do duro golpe dos americanos.

Na mini-cúpula européia que se realizou em Berlim, em preparação ao encontro do G-20 em Londres, França, Alemanha e Inglaterra (o que foi inesperado) chegaram a um acordo no sentido de sancionar os paraísos fiscais.

"Precisamos de uma lista daqueles que recusam a cooperação internacional", vociferou a chanceler Angela Merkel.

No domingo, o encarregado do departamento do Tesouro britânico, Alistair Darling, apelou aos suíços para se ajustarem às leis fiscais e bancárias europeias. Vale observar, contudo, que a Suíça não foi convidada para participar do G-20 de Londres, quando serão debatidas as sanções a serem adotadas contra os paraísos fiscais.

Há muito tempo se deseja o fim do segredo bancário. Mas até agora, em razão da prosperidade econômica mundial, todas as tentativas eram abortadas.

Hoje, estamos em crise. Viva a crise!!!

Barack Obama, quando era senador, denunciou com perseverança a imoralidade desses remansos de paz para o dinheiro corrompido. Hoje ele é presidente. É preciso acrescentar que os Estados Unidos têm muitos defeitos, mas a fraude fiscal sempre foi considerada um dos crimes mais graves no país.

Nos anos 30, os americanos conseguiram laçar Al Capone.
Sob que pretexto? Fraude fiscal.

Para muito breve, a queda do império financeiro suíço!

FIM