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13 de out de 2009

Misture as ideias e tenha mais estratégias, marketing e resultados

Escrito por Jony Lan

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Vou falar de ideias. Sim, ideias! As ideias nascem iluminadamente, como em um relampejo. E não há hora ou local para elas se formarem na sua mente, elas simplesmente, aparecem. Por isso é importante anotá-las, pois da mesma forma que surgem, desaparecem. E aí ficamos tentando encontrar mil maneiras e formas de relembrar aquela ideia. Quem é o pior inimigo das ideias? As palavras assassinas. Elas são treinadas para matar, aniquilar, fuzilar qualquer ideia alheia que fica no caminho entre um pensamento e outro. Assim, proteger as ideias, só se guardá=las em algum cofre, já que expó-las pode ser uma oportunidade para a sua morte.

misture_ideiasMas não entre em desespero, todos nós temos ideias. Eu mesmo gosto de ter a ideia de que com 26 letras, podemos formar infinitas ideias. Uma ideia que compartilho com vocês é de que não há limites para pensar. Se focarmos em negócios, marketing, estratégias, e batermos em um liquidificador sem tampa, fatalmente vai voar letrinhas para tudo quanto é lado. Mas eis a minha ideia: misture as ideias.

Somos programados. Sim meus caros, minhas caras, somos programados para andar em linha reta. A sociedade acaba nos programando assim. A educação, a mesma finalidade. A ideia da sociedade é que quem é encanador, não pode ser cozinheiro. A sociedade em que vivemos é o nosso maior limitador. Decide por você o que você deve fazer. Por exemplo, a sociedade diz que você deve dar presentes no Natal. E lá se vão milhares de pessoas lotar os shoppings, as lojas, as ruas, os estacionamentos, só faltam comprar o ar que respiram. Quer vender? Tem que compre.

Mas então, se um encanador começar a cozinhar, logo a sociedade vai dizer: "Esse cozinheiro é um ótimo encanador." Porque a sociedade não diz: "Esse cara é um ótimo encanador e um excelente cozinheiro, mesmo que seja a primeira vez que ele esteja cozinhando?" Assim como as palavras assassinas, as frases feitas são como metralhadoras endossadas pela sociedade.

Mas aí, vem um encanador e cozinha bem. E aí? A sociedade vê, o encanador, ou o cozinheiro? Exatamente. É nesse ponto que devemos nos atentar: misturar as ideias, pode ser uma boa. Aliás, a condicionante "pode" é só para dar mais possibilidades para que as ideias possam passar pelo teste do CHA do RH (Conhecimento, Habilidades e Atitudes).

Quando se mistura tudo, lembre-se: o resultado do não você já tem. Então, testar é a palavra aliada de qualquer mistura de ideias. TESTE. Não há certo ou errado, e se a verdade é relativa, testar é necessário. Antes que matem a sua ideia, teste ela, sem medo de ser feliz. Aliás, muitos chefes, diretores e presidentes de empresas adoram matar ideias. Faz parte do jogo das 26 letrinhas do alfabeto. Com as 26 letrinhas dá para criar uma Bíblia sagrada, uma nova teoria, e rechear o mundo de conhecimento. Mas com apenas 3 em português, você não mata uma ideia, apenas delimita o mundo em que você quer enxergar.

Se o mundo fosse um umbigo, ninguém saia das suas casas, da sua cidade, do seu estado, do seu país do seu continente e seríamos um microcosmos com cérebro do tamanho de uma ervilha. Ainda bem que todo mundo é diferente. Mas só aqueles que entendem que misturar as ideias é igual a quebrar barreiras, e que no mundo dos negócios, quem faz a mesma coisa está fadado à morrer fazendo a mesma coisa, é que irão mover a sociedade para além do presente. Irão mover a sociedade para além dos limites do seu faturamento, serão os verdadeiros "turbos sustentáveis" desses carros que chamamos de empresas. Se você diz que trabalha com marketing e discorda disso, fique à vontade para comentar!

Vamos à prática dessa realidade em movimento. Sim, marketing está alocada nas ciências sociais aplicadas, significa que é dinâmica, que muda constantemente, que não combina com "fazer a mesma coisa sempre", que não combina com o que alguns profissionais que contratam imaginam que ter experiência de 10 anos em marketing é um bom negócio. Mas como disse, todo mundo é diferente, mas, a sociedade quer sempre nos limitar.

Prática de misturar ideias
Uma ação promocional, um cliente que pode ser fisgado nessa promoção, uma empresa de telefonia celular, uma marca de telefone celular. O que fazer de diferente? Vamos misturar as ideias! Porque se fossemos ficar só tirando combinações de indústria de telefonia com empresa de telefonia, vamos sempre ficar na mesma. Então (como diria qualquer paulistano), por que não dar algo diferente, agradável, alegre, com valor agregado percebido?

Case LG + Tim + M&M
A agência de publicidade Luminas criou a campanha promocional para o dia das crianças da LG Celulares, juntando as marcas LG, TIM e M&M`S® com inovação e criatividade em um brinde exclusivo para os clientes.
caseA ideia central da ação foi oferecer algo inusitado e 'fun' para a Geração Touch. Durante o mês de outubro/2009, o cliente que comprar um celular em uma das lojas TIM ganha uma linda embalagem de brinde, com ilustrações diferenciadas e confeitos (sim, confetes de chocolates) personalizados nas cores vermelha e azul, um mimo para agradar as crianças de todas as idades. Confira a ação no no site.

Bom, mas aí você diria, mas Jony, Ação promocional é uma idéia simples. Bom, então vamos ao próximo case. Eu sempre bato na tecla e aprendi por experiência de que visibilidade de marca sempre ajuda no branding, na venda dos produtos, na exposição do produto, enfim, ajuda um montão de coisas. As vezes a empresa não esta nem aí para o branding, dependendo do departamento em que você trabalha então, vão dizer que branding é propaganda de massa e que a área não tem verba para isso. Vou dizer para os que estão começando na carreira de marketing, não ter verbas para fazer ações de marketing é um item obrigatório, acostume-se com isso. Mas como diriam os advogados, vamos aos fatos.

Case The North Face
Para quem não conhece os produtos da The North Face, saiba que o foco são roupas e acessórios para quem quer se aventurar por aí. Dito isso, ficará mais fácil entender esse case. Eles queriam fazer propaganda no varejo. Bom o varejo só tem espaço para produtos e não tem espaço para propagandas. Por mais que existam espaços que possam ser aproveitados para expor a marca, e consequentemente fazer propaganda da marca, é necessário um pouco de criatividade. Significa que não é algo pronto. Para resolver esse problema, a The North Face resolveu criar um produto fantástico para ser vendido nas lojas de varejo:
1 - Criou displays de balcão
2 - Criou "blisters" para segurar os produtos
3 - Colocou os produtos à venda nas lojas, só que os produtos eram: graveto, pedra e folha seca.

A ideia foi ganhar visibilidade, exposição da marca e o inusitado foram os produtos. E o mais legal é que há instruções de como usá-los. Um case fantástico, pois une interatividade e a mídia (venda de produtos no varejo) como estratégia de exposição de marca, o famoso visual merchandising. Eu mesmo tenho um case em que aumentei em 10 vezes a exposição de produtos e consequentemente a exposição das marcas em ais de 1200 lojas do varejo.

O resultado para a The North Face foram traduzidos em 38% de aumento de vendas em seus produtos principais. Claro, quem quisesse, podia comprar a pedra, o graveto e a folha. Quem sabe, de lembrança.


Acredite, viver é dar a chance de misturar as ideias. Misture elas e terá novas ideias. Lembrem-se. Com apenas 26 letras, recheamos a internet com sites e textos que nunca serão sequer lidos, imagine o que somos capazes de fazer, executar e gerar de resultados. Não se engane, não faça auto-sabotagem. Quem tem ideias é uma fábrica de possibilidades, basta colocar em prática e vender a sua produção. Quer saber como misturar mais as ideias? Pergunte-me como!

Escrito e autorizado por:

Jony Lan
Especialista em estratégia, marketing e novos negócios
jonylan@mktmais.com
www.MKTmais.com

O menino cata-vento – Uma lição de persistência e empreendedorismo.


Escrito por Gustavo Vannucchi

Estava lendo as notícias esta manhã e me encontrei com uma matéria inspiradora no site da CNN. Conta a história de um garoto de 14 anos chamado William Kamkwamba. Nativo da vila de Masitala em Malawi, um pequeno país espremido entre Moçambique e Zâmbia na África, onde metade da população vive abaixo da linha de pobreza e menos de 2% tem eletricidade.O ano é 2002, inesquecível para William e toda a sua vila devido a um período de seca que trouxe fome e sede. Foi também o ano em que teve de deixar a escola porque não tinha o equivalente a 140 reais para pagar a anuidade.Como alternativa empenhou-se em ler os velhos livros da biblioteca local, patrocinada pelo governo americano.

Um desses livros trazia imagens de moinhos de vento e aquilo fez acender uma idéia brilhante. Aproveitar a única coisa abundante no seu país para resolver o problema da fome – o vento. Por mais fantástico que possa soar, foi exatamente a inocência do garoto que o fez acreditar ser capaz de fazer seu próprio moinho de vento. Sem instruções básicas -tinha somente a foto - mas muita criatividade se pôs ao trabalho. Encontrou um ventilador de motor de trator, pistões, tubos de PVC, uma bicicleta quebrada, uma bateria de carro e outras partes em um ferro-velho. Juntou pedaços de madeira e também gastou um pouco do dinheiro que tinha economizado para a escola. Foram 3 meses de trabalho árduo. Seu vizinhos e até sua mãe achavam que ele havia enlouquecido ou andava fumando muita maconha. Mas ele tinha um objetivo e ignorava qualquer obstáculo. As pessoas ficavam por perto apontando e tirando sarro. William seguia apertando parafusos com uma chave de fenda improvisada – uma espiga de milho com pregos tortos.
Eis que finalmente aquela pilha de lixo mostra que a visão daquele garoto não era só um sonho e uma lâmpada de carro que usava para testes se acende. Desta lâmpada 5 moinhos de vento são erguidos e hoje servem para bombear água para sua vila, carregar bateria de celulares e até para ligar o rádio e ouvir música. Um deles foi construído na escola onde passou a lecionar técnicas para a construção de moinhos de vento.
William hoje com 22 anos estuda Academia de Liderança Africana, uma escola de elite na África do Sul, patrocinado por doadores. Ali teve contato pela primeira vez com um computador e foi apresentado a um tal de Google! "Onde estava esse tal de Google quando eu estava construindo o Moinho? Aqui tem tudo" disse ao colega.

Conheceu vários países onde, a convite de Al Gore, conta sua história para empreendedores. Em uma visita recente para Palm Springs na Califórnia conheceu pela primeira vez um moinho de vento moderno usado para gerar energia elétrica.
Sua história virou livro escrito pelo jornalista Bryan Mealer chamado The boy who harness. No livro destaca a importância da persistência de William e que o segredo de seu sucesso é que não se acomodou com as glórias que colhe agora. Ao contrário, continua se dedicando para fazer cada vez melhor.
Assista a um video: