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27 de set de 2010

A Política da Casa é....!?!?

Escrito por Gustavo Vannucchi.
Quem nunca invejou aqueles críticos de comida, restaurantes, que vão nos lugares mais badalados, são paparicados e ainda comem de graça?
Por outro lado, quem é que nunca se levantou de uma mesa de restaurante e foi embora minutos após chegar porque não estava sendo bem atendido?
Pois essa é história que faço questão de dividir com você:

Para restaurantes, eu sou o tipo do cliente “Combinação Explosiva”:

1 – Sou profissional de marketing e vendas;
2 – Sou bom cozinheiro amador, casado com ótima cozinheira e padeira, filho de cozinheira profissional;
3 – Sou vegetariano;
4 – Não tenho vergonha de reclamar.

Tudo isso junto faz minha vida de ir a restaurantes um pouco mais difícil.

Estive em uma conhecida casa de lanches em Barão Geraldo (Campinas), cujos pratos custam muito acima da média e isso se justifica por um cardápio de alta qualidade.
A casa aparenta seguir padrões internacionais mas deixa a desejar quando se esquece de incluir opções de Hambúrguer mais saudáveis como os de vegetais ou de peixe.


 Chamei o garçom e perguntei:

- vocês não têm nenhuma opção de hambúrguer vegetariano?
- Ahhh, olha, a gente pode fazer um queijo quente pro senhor! Ou então, eu tiro o hambúrguer e coloco mais alface!
 - (...)


  O solícito senhor infelizmente foi mal preparado. Ninguém entra numa casa de lanches como aquela pra comer queijo quente, ou simplesmente pão com mais alface. Entra pra comer bem e ser bem atendido.

Agradeci, levantei-me e fui embora, mas não sem antes passar pelo caixa e falar com duas senhoras que, aparentemente, são proprietárias, e sugeri:

- minha sugestão é que vocês tenham no freezer alguns desses hambúrgueres de soja. Quando aparecer um cliente como eu, com restrições alimentares, você poderá servir. Custa quase nada e deixa o cliente feliz!

A resposta foi:

- desculpe, mas essa não é a política da casa.

Pra mim ficou claro. A “política da casa” é não dar ouvido aos clientes.

Alguns dias depois...

Dias depois, no caminho pra casa notei que um famoso ponto comercial está em reforma para abrigar uma nova Hamburgueria Big Jack  (www.bigjackhamburgueria.com.br) e corri pra Internet pra ver o cardápio deles. Sem encontrar a alternativa que buscava, cliquei em Contato e mandei uma mensagem, sugerindo com bom humor que para o Jack ser Big, tem que oferecer aos clientes opções de Hambúrguer vegetal, como muitas das grandes casas do ramo no mundo.

Poucos dias depois recebi uma ligação da assessoria de impressa deles pedindo desculpas pelo mal entendido e explicando que apesar de o cardápio não dizer (desatualizado), a casa oferece não só um delicioso Hambúrguer de soja como também um de Salmão. Não parou por aí, me convidou para ir até lá experimentar as delícias a convite da casa.
Uma semana mais tarde minha esposa, filha e eu fomos recebidos por Sérgio, o garçom. A gerente muito gentil veio mais tarde se apresentar também. O local segue o modelo americano, cheio de imagens de ídolos da Hollywood dos anos 50 e 60.
Meu Hamburguer Vegetal.

Aceitamos as sugestões. Pra minha esposa um Jack´s Burger  (uma espécie de X-Salada com hambúrguer de picanha) e pra mim um especial, ou seja, eu mesmo montei meu próprio lanche com hambúrguer de soja, cheddar, champignon cebola frita ao molho no pão com gergelim.  Pedimos ainda fritas Big Jack´s e um Smoothie Bahamas. Sergio também trouxe à mesa maionese de alho com alho poro e a maionese da casa, com salsinha, para degustar.
Um jantar como esse não custa pouco, mas tampouco é caro. A conta de em torno de R$ 70,00 é o que gastaria em uma pizzaria ou uma churrascaria para dois.

Saímos de lá contentes por termos achado um lugar onde voltaremos diversas vezes e levaremos amigos, alguns deles, vegetarianos. Eu, pessoalmente, contente por fazer parte de uma história que é o “B A =BA” do marketing. Sempre ouça o que seus clientes têm a dizer ou você vai acabar falando sozinho.

Você já teve alguma experiência semelhante?

Abraço a todos;

Gustavo Vannucchi
Coordenador das Comunidades Executivos Brasil, Profissional de marketing e exigente com comida!

PS: achei essa foto no Google Images. É ótima!

16 de set de 2010

A construção de sua marca pessoal.


Escrito por Gustavo Vannucchi
Aqui no Linked In eu sou constantemente questionado sobre como se apresentar nas redes sociais. Não sou nenhum expert no assunto mas me veio à memória algo que já havia lido antes em outro lugar que me motivou a criar o Executivos Brasil.

A idéia da marca pessoal nasceu em torno desde 1977, quando Tom Peters escreveu um artigo chamado "a marca chamada você" para a revista Fast Company. Esse artigo foi citado por uma antiga colega de trabalho que o estudara na faculdade. Imagino que pra época, o conceito fosse bastante avançado.

Uma marca pessoal não se trata de um currículo, de um título, de uma experiência Marca pessoal é aquilo que o faz único, que lhe proporciona características que o destaquem dos demais e que assim sejam percebidas. É claro que sua história, seu estudo, sua família ajudam a construir essa marca. Mas não é o aspecto concreto de sua vida que cria sua marca, não há uma fórmula exata.

Pense na experiência de marca do consumidor. O que torna diferente um computador da Apple de um computador da Sony? O Carrefour do Extra? Essas marcas se sustentam sobre as expectativas e experiências de milhares de consumidores, criando uma personalidade única. Sua marca pessoal precisa transmitir essa mesma sensação de singularidade.

Quando você se candidata a um trabalho, sua experiência profissional e credenciais devem justificar sua candidatura e sua pretensão salarial. Para ser selecionado, por tanto, você tem que possuir um conjunto específico de habilidades a serem considerados para o cargo. O que vai fazer você se destacar são as características de vão além das qualificações.

Um Blog que vale a pena conhecer, escrito por Megan Koehler, é o ContempoResume. Em um de seus posts, cujo link se encontra no final deste texto, ela explica o que ela chama de  "Os Cinco Ps do Branding Pessoal."

   1. Personalidade - Todo mundo tem uma. O exercício a ser feito aqui é saber enxergá-la dentro de si mesmo e defini-la.
   2. Percepção - Como você é percebido? Pergunte a alguns colegas de confiança. Evite amigos, parentes. Pergunte se há áreas em que você pode melhorar.
   3. Paixão - O que motiva você? Você gosta de olhar para formas diferentes de fazer as coisas? Você é uma pessoa popular? O que torna a sua vida completa?
   4. Presença - Como você se apresenta? A idéia aqui não é saber como é percebido mas sim como você se projeta. Pense em tudo. Sorriso, aparência, assunto, postura, etc.
   5. Princípios – Quais são seus princípios? Quais são seus valores éticos, morais?

Ao responder essas questões você estará dando um grande passo para dominar sua marca pessoal. Agora basta (como se fosse fácil...) encontrar uma forma de compreender, compactar e imprimir isso de uma forma simples e sincera em cada uma de suas atitudes sociais.
Não perca a chance de deixar sua marca evidente nas comunidades sociais das quais participa, no seu Blog, no seu currículo e até no seu aperto de mão.
Agora é sua vez. Deixe aqui no Blog seu comentário.

Abraço;

Gustavo Vannucchi
Coord. Executivos Brasil

Link para o Blog de onde tirei os 5 Os do Branding Pessoal (em Inglês):

http://contemporesume.wordpress.com/2010/09/06/the-five-p%E2%80%99s-of-personal-branding/

7 de set de 2010

O novo perfil do executivo na retomada.

Publicado por Revista Applaus



O perfil do executivo que irá dar as cartas no mercado brasileiro será, a partir de agora, fortemente influenciado não só por uma ênfase ainda maior na sua capacidade de liderança e de articulação. Muito importante serão as habilidades em saber se comunicar, antever cenários e decidir estrategicamente. Bem como exercitar qualidades como ser flexível e se adaptar rapidamente às mudanças de mercado, de forma a superar os novos desafios impostos pela economia mundial ainda conturbada, avalia Axel Werner, sócio-diretor da Kienbaum, empresa especializada em recrutamento de executivos, consultoria e gestão de recursos humanos.
As exigências também mudaram para os profissionais que irão assumir cargos de comando nas empresas com a retomada do crescimento. Durante a fase mais aguda da crise a capacidade de gerar resultados e promover mudanças imediatas para enfrentar a retração tornou-se essencial. Agora, aquele que estiver na linha sucessória para assumir posto de comando precisa demonstrar conhecer as necessidades de reposicionamento da empresa no contexto mundial. E, ao mesmo tempo, procurar otimizar a sua atuação para aproveitar as novas oportunidades criadas pelo aquecimento do mercado brasileiro. Para conseguir estes objetivos muitas empresas irão investir mais no desenvolvimento gerencial, contratar serviços especializados de coaching ou treinamento para suprir as necessidades de desenvolvimento e de sucessão. Os profissionais precisam estar prontos para assumir novos e maiores desafios, e muitos deles ainda precisam investir mais em suas competências de gestão e liderança, assinala Axel.

O que as empresas querem dos executivos a partir de agora? Quais atributos passaram a ser exigidos no pós-crise? 

Axel Werner - Não basta apenas ter dinamismo, flexibilidade, criatividade, capacidade inovadora e resistir às pressões. Entre as novas exigências estão saber planejar o futuro em um cenário de economia mundial ainda conturbado. Terão ainda que repensar as estratégias passadas e desenvolver novos cenários; descobrir os novos paradigmas do mercado mundial, e implantar modelos que contemplem a nova realidade, para ampliar a competitividade de suas empresas no âmbito nacional/internacional.
Será necessário se posicionar no relacionamento com os novos parceiros e competidores em decorrência das fusões e aquisições e consolidação de empresas em diversos setores. A proatividade será ainda mais importante, buscar agilidade nas decisões e não ficar à espera das decisões geralmente tomadas pela matriz.
Com os novos desafios criados pela retomada econômica cresce ainda mais a necessidade de as empresas aperfeiçoarem seus planos de carreira e de sucessão. Eles devem considerar ao máximo a visão de todas as etapas cruciais do negócio (área financeira, desenvolvimento de produtos, marketing e vendas). Incentivar competências diferenciadas na liderança e para administrar remédios amargos, como redução de custos, sem afetar a motivação do pessoal e administração dos processos de internacionalização de empresas.

Quais fatores pesam mais nas contratações a partir de agora? 

Axel Werner - As empresas buscam profissionais que entendam do negócio em todas suas novas dimensões.  Não basta apenas ser um ótimo engenheiro para ocupar um cargo na área de produção. As empresas passaram a olhar para outras habilidades, como capacidade de se comunicar, buscar e trocar opiniões com os profissionais de vendas, suprimentos, compras, logística, financeiro e marketing, antes de decidir o que fazer e como fazer. Ou seja, o gerente e diretor de produção precisam ter conhecimentos das outras áreas e dividir responsabilidades para reduzir a possibilidade de erros.
Outra modificação em curso. Agora as empresas querem executivos que pratiquem resultados sustentáveis. Não apenas comprometidos com volumes, mas com a rentabilidade e também com os aspectos sociais do negócio. Foi-se o tempo em que no processo seletivo pesava mais o conhecimento e experiência. Atualmente mapeamos especialmente a capacidade do executivo de saber lidar com pessoas, comunicar-se com as demais áreas, tomar decisões colegiadas, liderar grupos. Não há espaço para erros nas decisões.  E as variáveis tornaram-se mais complexas.
Observe que durante a primeira fase da crise principalmente os cargos operacionais foram suprimidos. Já a partir da segunda metade de 2009 as empresas se concentraram nos processos de reestruturação organizacional visando prepará-las para a nova realidade de mercado. Nesta fase surgem mudanças nos níveis hierárquicos e uma adequação das posições executivas, que inclusive ainda está em andamento fora do Brasil. Cortar gente sempre costuma ser traumático para a organização, além de reduzir o potencial de crescimento futuro.

Como será 2010 para o mercado de executivos?

Axel Werner - O mercado para executivos deverá se aquecer em 2010. Estamos otimistas.  Em decorrência do crescimento previsto, muitas empresas irão investir mais na expansão e contratar executivos para as novas posições. Acreditamos que haverá maior demanda também para os serviços de avaliação ou competence - check. Nos últimos 3 anos recrutamos, avaliamos e desenvolvemos centenas de profissionais em diversos segmentos. Também acredito no crescimento do coaching, uma vez que as empresas voltaram a investir em seus projetos de desenvolvimento de pessoas, o que significa novas contratações ou promoções de profissionais qualificados. Normalmente, a demanda por esse tipo de trabalho – ter profissionais preparados para assumir postos de comando -  dá-se em conjunto com os planos de desenvolvimento gerencial quando as empresas precisam de maior agilidade na busca de suas metas estratégicas e ampliar sua competitividade.
Existe ainda demanda por executivos gerada pelo aumento do investimento em modernização do parque industrial. As empresas buscam adotar as melhores práticas na área do capital humano  para garantir a competitividade mediante modernos controles financeiros, qualidade de produto, marketing e melhoria nos processos.

Quais setores demandam mais executivos?

Axel Werner - Em 2009 diversos setores industriais como bens de investimento, metal-mecânico e, em parte, o de autopeças, siderurgia e mineração tiveram forte retração na contratação de executivos, em especial as empresas multinacionais. Em 2010 haverá uma expansão programada das estruturas organizacionais seguindo às necessidades da economia. Alguns segmentos continuarão dinâmicos na contratação de executivos como o comércio varejista, alimentos, bebidas, materiais de limpeza e cosméticos.

Na Alemanha a Kienbaum é líder de mercado. E no Brasil?

Axel Werner - Hoje estamos entre as cinco maiores do Brasil nas áreas de recrutamento de altos executivos e consultoria de capital humano e somos respeitados em gestão estratégica de recursos humanos. A Kienbaum é a única consultoria no Brasil que integra os serviços de Executive Search com o know-how de uma Consultoria de Gestão de Negócios e Recursos Humanos. Além da linha tradicional de negócio, o Executive Search, temos também notáveis produtos como Assessment, Coaching, Sucession Planning, Leadership Development, Human Resources Strategy, Performance Management, Corporate Governance, dentre outros. Possuímos 50 colaboradores e consultores treinados e comprometidos com os valores de Conhecimento, Relacionamento e Confiança. Os partners são consultores seniores, com no mínimo 15 anos de experiência empresarial e excelente network em seus setores de especialização. 

Revista Applaus - Clube Transatlântico - Jan/Fev/Mar - 2010
http://www.clubtransatlantico.com.br/marketing/receba_revista.asp