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22 de fev de 2011

Dica: você é qualificado para contratar um estagiário? (parte 2 de 2)


Antes de ler o artigo, clique aqui para ler a primeira parte está publicada 2 posts antes deste. Leia-o para que a parte que segue faça sentido.



Escrito por Gustavo Vannucchi.
Muito bem. Contratada a estagiária, depois de uma dura decisão entre duas finalistas, publico aqui a parte 2 de 2 de meu artigo.

O passo seguinte seria:

Decida quanto tempo o estagiário deve gastar com você.

Descobri que para beneficiar tanto o empregador quanto o estudante, os estágios devem ser programados para durar pelo menos um semestre letivo. O estagiário pode ficar 6 horas por dia na sua empresa, 30 horas por semana. No começo dedique pelo menos 1 hora do dia para passar tarefas e avaliar o desempenho. Coloque-se a disposição para qualquer dúvida e, de hora em hora, sempre que levantar pra tomar um café ou uma água, dê um pulinho até o local de trabalho do estagiário e veja como vai o trabalho. Esse nível de supervisão tende a ser menos intenso e mais natural com o passar do tempo.
 
Considere que as habilidades de um estagiário potencial terá de trabalhar bem com você.

De acordo com o seu trabalho e o que a sua empresa faz avalie quais habilidades o estagiário já desenvolveu ou para as quais demonstra aptidão. No meu caso, a empresa produz e vende perfumes finos e cosméticos e o estágio, como disse no início, é para relações públicas. Publiquei então um anúncio que já deixava clara a necessidade de certas habilidades tais como uso de programas MS Office e afinidade com o uso de ferramentas de redes sociais e internet. Mas lembre-se: habilidade não é experiência. Experiência adquirida em outros estágios conta, mas não deve contar muito já que o candidato deseja uma oportunidade de aprender na prática o que ainda não vivenciou.

Escreva uma descrição do trabalho.

Você deve criar uma descrição do trabalho que descreve as funções a desempenhar e as habilidades necessárias. Indique onde o trabalho seria desenvolvido (proximidades, localização geográfica), horário e benefícios. Identificar a empresa contratante é opcional e tem os prós e contras, todos eles baseados na percepção que o candidato pode ter da empresa baseado na marca e informação que poderá encontrar no mercado ou na internet.
 
Divulgar a posição de estágio.

Aqui não é muito diferente da contratação de um profissional. Use seu networking para indicações, incluindo aí o Twitter, o LinkedIn, o Facebook e o Orkut. Outra opção que recomendo é cadastrar a empresa no CIEE. Cuidado com websites de vagas. Elas mandarão currículos muitas vezes de forma automática, deixando de lado alguns bons candidatos e mandando alguns cujo CV não é apropriado.

Faça um processo de seleção adequado:

Uma boa coisa que pode acontecer é receber bons currículos e ficar na dúvida de quem é o melhor candidato. Minha sugestão aqui é que imprima cada um dos CV enviados e, se achar necessário, mande por email alguma pergunta complementar. Quando a resposta chegar imprima e anexe ao currículo. Faça anotações do que é considera interessante salientar.
Para a entrevista é provável que alguns convidados não apareçam portanto não convide só uns poucos. Chame também alguns cujo CV não pareça assim tão bom. Vale lembrar que muitos bons candidatos a uma vaga, de estágio ou profissional, não sabem preparar um currículo ou uma carta de apresentação.
Diante do candidato tente tornar a entrevista algo mais relaxante já que o nível de nervosismo dos candidatos é muito alto o que atrapalha na avaliação as vezes escondendo um bom potencial. Solicite que fale sobre os itens que lhe são interessantes e, muito importante, sobre o curso que faz. Tente ter um retrato de como aquele candidato vê a profissão para a qual estuda e como se vê dentro dela. Explique o que a empresa faz e o que a empresa oferece como oportunidade de aprendizado e pergunte ao candidato se acha que o que aprenderá ali poderá ser realmente útil para seu futuro profissional
Se achar necessário um segundo encontro sugiro uma dinâmica, se for válido para a posição em aberto. Isso vai te dar uma idéia de como um candidato se sente sob alguma pressão e como pode lidar com pessoas que não conhece e que ainda podem ser seus concorrentes.

Espero que tenha ajudado com este texto.

Se você tem alguma experiência na seleção de candidatos a estágio, seja como concorrente a vaga ou proponente, divida sua experiência conosco.

Ah, e fique a vontade para debater o que escrevi afinal não sou profissional de RH e sua experiência pode ser mais interessante.

Abraço

Gustavo Vannnucchi
Coordenador do Executivos Brasil
Gerente de Marketing e Treinamento na Di Brescia Perfumes e Cosméticos.

9 de fev de 2011

Mídias Sociais, Não é uma Brastemp!!

Escrito por Marcelo Fernandes.

Ficar calado neste universo, pode signifcar consentir tudo que falam sobre sua empresa.

Recentemente o vídeo abaixo circulou na internet, chegando até a ter uma matéria publicada no jornal "O Estado de SP".

A indignação de um cliente com os serviços de uma empresa gerou a atenção de mais de 450 mil pessoas, que assistiram as reclamações online. Certamente estes internautas comentaram ou assistiram com mais duas ou três pessoas e a audiência pode ter passado de 1 milhão.

O interessante é que campanhas recentemente geradas, como Fiesta Stories e Ariel, obtiveram menos da metade das visualizações.



Muitas empresas ainda se questionam sobre sua necessidade e alegam, "mídias sociais, isso não é para o meu negócio", quando pensam em abrir este novo canal de comunicação com seus clientes. Via de regra este receio é motivado pelo fato de acharem que, se deixarem o cliente falar terão que ouvir reclamações.

Este vídeo expressa de forma clara o poder do "boca a boca" e de que a falta de presença definida no ambiente online, pode significar um desastre nas relações da marca com seus consumidores. Clientes cada vez mais instruídos e com um mega fone cibernético nas mãos, podem causar danos a confiança e credibilidade de marcas impactando até as vendas.

As empresas de todos os tamanhos e áreas de atuação, precisam se conscientizar de que abrir este canal de comunicação é uma forma de se aproximar de seus clientes e prospects. Detectar problemas antes que estes se tornem uma crise para o departamento de relações públicas, é uma das funções essenciais deste relacionamento aberto.

Muitas empresas também dizem ter presença nas mídias sociais, mas possuem perfis criados ao invés de páginas e não há personalização ou qualquer investimento para gerar conteúdo e abrir o diálogo com seus clientes.

Se os gestores de sua empresa ainda não sabem o que fazer, considere estas dicas para traçar um plano de ação:

  • Mídias Sociais somente são úteis, se houver uma estratégia de conteúdo por trás;

  • Estes são canais de mão dupla, portanto considere deixar aberta a possibilidade para que seus clientes se comuniquem com sua empresa;

  • Defina métricas e responsáveis pela implementação da estratégia. Só assim, você garantirá e perceberá o movimento de seus clientes, podendo evitar reclamações ainda em seu nascimento.

  • Não tenha receio de abrir a comunicação com seus clientes, pois se você não os ouvir a web toda o fará.

  • Leia as 11 Dicas para Usar o Marketing de Atração em 2011.


Lembre-se, se você não implementar estratégias para usar este canal de comunicação direta com seus clientes, seu concorrente o fará.

Seu negócio é a alma da sua propaganda, portanto não deixe que eventuais problemas se transformem num tsunami digital.

Se sua empresa enfrentasse um problema desta proporção na web hoje, o que você faria?

Deixe seu comentário.

Assista também o vídeo "Os Segredos do Inbound Marketing" e descubra como ele pode ajudar sua empresa.

nota: em pouco mais de 1 semana as visualizações subiram de 330 mil para mais de 453mil no Youtube.

Autor: Marcelo Fernandes - marcelo@madraint.com
Executivo de Marketing e Desenvolvimento de Negócios.
15 anos de experiência internacional nas áreas de telecomunicações, alimentação e TV.

2 de fev de 2011

Dica: você é qualificado para contratar um estagiário? (parte 1 de 2)


Escrito por Gustavo Vannucchi

Por esses dias, aqui na empresa, estive entrevistando candidatos a uma vaga de estágio em Relações  Públicas. Basicamente será meu assistente. Eu pessoalmente acho a vaga muito interessante para um aluno da área pois as funções que serão desempenhadas são realmente ligadas ao interesse profissional de alguém que quer mesmo seguir carreira nessa profissão.

Preocupado em não contratar a pessoa errada ou então oferecer uma oportunidade que realmente seja atraente a jovens dedicados a um plano de carreira, escrevi o seguinte texto para servir como referência para mim e porque não, para que mais possa interessar. É baseado em uma breve pesquisa que fiz por vários websites na internet e com a consultora do CIEE de Campinas. (www.ciee.org.br)

Se você está pensando em contratar um estagiário, aqui estão algumas questões a considerar.

Você tem o tempo, o temperamento e as habilidades necessárias para supervisionar e treinar um estagiário?

O treinamento é uma arte com um pouco de ciência. Embora haja todo um gênero de "formação de formadores", a maioria de nós sabe instintivamente se somos bons em traduzir o que fazemos em passos simples que possam ser passados para outros. Eu realmente gosto de treinar pessoas, mas é preciso paciência, o que muitos não tem. Se você sentir que não será capaz de transmitir o que você faz para alguém, então contratar estagiários talvez não seja pra você.

Você ou sua empresa podem oferecer um ambiente de trabalho profissional?

Isso pode ser complicado para aqueles cujo trabalho é desenvolvido em um ambiente de estrutura muito simples. Se você espera que o estagiário não se importe de usar a mesa que sobrou no almoxarifado e aquele computador que vive travando só porque ele é um iniciante já começou mal. O estagiário faz uma faculdade onde aprende tudo como deve ser e espera encontrar em uma empresa um espelho disso.  O que significa que você precisa disponibilizar uma estação de trabalho e acesso às ferramentas adequadas.

 
Você pode pagar um estagiário?

Antes de mais nada lembre-se que estagiário não é sinônimo de mão de obra barata. Um estagiário se paga com ajuda de custo e com uma experiência valiosa para seu futuro profissional. O valor a ser pago em dinheiro pode variar de muito pouco para muito assim como a experiência que irá adquirir, o que conta no final é a soma desses dois itens. Se não pode configurar uma boa situação de aprendizagem e uma ajuda de custo satisfatórios é melhor não oferecer a vaga de estágio. Uma dica aqui, foi o que fizemos na empresa onde trabalho. Consulte o CIEE e te ajudarão a formalizar legalmente todos os estágios burocráticos e financeiros da contratação de um estagiário.

Você tem uma tarefa ou projeto que seria adequado dar um estagiário?

Estagiários, assim como profissionais experientes, podem responder melhor ou pior a funções diferentes. É importante determinar quais as áreas em que este estudante atuará e qual o seu nível de envolvimento e liberdade. Lembre-se que nenhuma tarefa realizada por um estagiário pode ser 100% livre de supervisão aos mesmo tempo que não se deve supervisionar 100% do que o estagiário faz com o rigor que se aplicaria a um profissional.  Com o passar do tempo reflita sobre o progresso do estagiário e eleve ou diminua sua independência para executar aquelas tarefas.

Se você respondeu positivamente a todas as anteriores, então você provavelmente é um bom candidato para supervisionar um estagiário. 


No próximo post, já com o resultado das entrevistas com um estagiário contratado, escreverei minhas conclusões sobre como proceder com a seleção do estagiário.


Gustavo Vannucchi
Coordenador do Executivos Brasil
Gerente de Marketing e Treinamento na Di Brescia Perfumes e Cosméticos.