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30 de nov de 2009

Portunhol II – Análise dos comentários.


Escrito por Gustavo Vannucchi



Fiquei muito contente com a participação de centenas de pessoas que leram o artigo das quais 67 participaram da discussão sobre a importância de falar espanhol no Brasil para se tornar um líder na América Latina. Se ainda não leu o post, procure o texto entre as publicações recentes.
Antes de mais nada gostaria de dizer que, como coordenador de comunidades virtuais, meu papel é fomentar o social networking. Faço isso através dos textos que escrevo e público no Blog do EB. A ideia não é ter razão, ganhar uma discussão, mas sim aprender e dividir o aprendizado com todos. Gostaria de salientar que participaram da discussão estudantes, estagiários, secretárias, gerentes, diretores, CEOs de multinacionais. Brasileiros e estrangeiros, residentes no Brasil e no exterior.

A seguir tento fazer uma análise geral, tomando como referência a maioria, excluindo as exceções.

Semântica:

As palavras que usamos podem variar de significados, de acordo com a própria língua, experiência de vida, etc. No caso a palavra-chave foi "Líder". O que é ser líder? Se não estou esquecendo de outros resultados, líder significa:

1)    Aquele que está na frente.
2)    Aquele que está a frente.

A diferença é sutil, mas note que o primeiro faz referência a uma posição. Aquele que deixa os outros pra trás.
A segunda, mais abrangente, é aquele que se refere ao líder que leva seus parceiros a uma determinada situação sem deixá-los pra trás. É mais ou menos como encontrar a diferença entre o corredor mais rápido dos 100m nas olimpíadas ou o treinador da equipe de atletismo. Quem é o líder? Aquele que corre na frente ou aquele que ajudou todos a se tornarem campeões?

No caso da discussão as opiniões ficaram divididas. Algumas pessoas julgaram impertinente a necessidade de aprender espanhol para se tornar líder. A maioria dava sinais de entender liderança como definida no primeiro tópico. Citaram fatos como sermos a maior nação dentre as latinas e que os outros deveriam aprender português. Deram como exemplo os EUA ou a China como lideres sem falar uma segunda língua. Outros acharam que o espanhol não é necessário porque, afinal, com o portunhol “dá pra se virar” e seria mais importante aprender mandarim, por exemplo.
Muitas outras pessoas acharam que aprender espanhol seria um sinal de liderança. Nota-se que essas pessoas tem uma percepção do termo mais próxima do segundo significado proposto.
O objetivo seria elevar o nível de comunicação com nossos vizinhos e passar a vê-los como parceiros e não competidores. Em outras palavras liderar todos como um grupo e tornar nosso pedaço do continente mais relevante, não simplesmente ter números mais impressionantes . Apontaram para o fato de os EUA já terem reconhecido que precisam se tornar um país bilíngue para lidar com problemas domésticos (absorver grande parcela da população latina) e para  se aproximar da grande maioria de seus vizinhos ao sul de suas fronteiras.

Liderança em que?

Um país, uma cidade, uma comunidade, um grupo de pessoas, uma empresa. Todos podem exercer liderança. Mas em que? Muitos entendem que um país é líder quando detém poder econômico. Varias deram como exemplo, de novo, China e EUA, e citaram liderança em exportações, números de produção, etc.
Muitos outros lembraram-se que liderança se pode exercer em outros setores, como religião e moral, armamentista, desportivo, cientifico, político, etc.
Alguns exemplos citados foram o fato de os EUA não serem um líder relevante em religião e moral (apesar de serem temas muito presentes no cotidiano domestico deles). Politicamente a Comunidade Europeia ganhou muita força e talvez seja um líder mundial, passados os anos da pobre diplomacia de Bush e o fortalecimento das estruturas políticas da unidade europeia.
Alguns participantes lembraram que a estrutura de poder e liderança sempre se baseou em poder bélico e financeiro. Outros lembraram da liderança que a religião exerceu na formação da nossa cultura moderna. Notaram que algo  parece estar mudando nisso baseando-se no fato de que EUA, por exemplo, não são mais os lideres políticos em quase lugar nenhum do mundo. Que seu poderio bélico hoje se demonstra ineficiente contra homens-bomba e ineficaz devido a saturação das suas forças armadas.

Conclusão:

Certamente o Brasil, independente da semântica, é líder em vários aspectos. Politicamente e democraticamente é o país mais avançado na América Latina e um dos mais importantes no mundo. Economicamente é minúsculo quando todos os números EUA e Europa são colocados na balança, mas maiúsculos se comparados com 20 anos atrás e principalmente se individualmente comparados com diversos países europeus  e porque não todos os outros.
Acho que o que podemos tirar de tudo isso é que devemos primeiro entender o que significa ser líder para depois discutirmos como fazer para nos tornarmos um. Certamente aquele que quer estar "na frente" ou "a frente" tem que dominar os cenários, conhecer seus companheiros e seus adversários. Tem que estar pronto pra evoluir. Isso se faz através de uma sociedade ativa e educada, capaz de entender e dialogar. A minha sugestão foi aprender espanhol porque, como primeiro passo, seria fácil, de baixo custo e poderia atingir bons resultados. Poderia ser inglês, mandarim, informática. Poderia ser simplesmente o que já se oferece só que em um nível melhor. O importante é que agora é hora de falar sério.

12 de nov de 2009

Aprendiz Legal - A lei da aprendizagem ajuda sua empresa e todo o Brasil




Escrito por Gustavo Vannucchi
Informação fornecida pelo projeto Aprendiz Legal.

Mais do que uma oportunidade para o empregador, uma obrigação que beneficia a todos, a Lei da Aprendizagem é o tipo de projeto que aplaudimos quando lemos nos jornais mas acabamos nos esquecendo. Isso é um erro que cometemos e devemos corrigir.
No post passado discutimos a importância para o nosso país de termos jovens com conhecimentos de espanhol. Mais amplamente as discussão revelou diversas opiniões a favor e contra mas o mais importante é que todos reconheceram como é importante para a nossa economia e sociedade termos jovens bem encaminhados na vida.

Aproveite a ajuda oferecida pela Fundação Roberto Marinho e dê o primeiro passo para cumprir essa lei e ajudar o seu país:

LEI DA APRENDIZAGEM
Nº 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005. Determina que as empresas destinem de 5% a 15% de seus quadros para a contratação de aprendizes, que devem participar de um curso de formação em uma instituição educacional ao mesmo tempo em que desenvolvem atividades práticas na empresa.

QUEM PODE SER APRENDIZ
Jovens de 14 a 24 anos que estejam cursando o ensino fundamental ou o ensino médio.

ENCARGOS
As empresas estão sujeitas ao recolhimento de alíquota de 2% sobre os valores de remuneração de cada jovem, inclusive sobre gratificações, para crédito na conta vinculada ao FGTS. O recolhimento da contribuição ao INSS é obrigatório, sendo o aprendiz segurado-empregado.

INCENTIVOS FISCAIS E TRIBUTÁRIOS
•Apenas 2% de FGTS (alíquota 75% inferior à contribuição normal).
•Empresas registradas no “Simples”, que optarem por participar do programa, não terão acréscimo na contribuição previdenciária.
•Dispensa de Aviso Prévio remunerado.
•Isenção de multa rescisória.

POR QUE INGRESSAR NO PROGRAMA APRENDIZ LEGAL
•Oportunidade de formar profissionais qualificados, afinados com a cultura e os princípios da organização, e aproveitá-los para seus quadros.
•Oportunidade de promover mudança social, contribuindo para o desenvolvimento profissional e cidadão dos jovens aprendizes.
•Prática de Responsabilidade Social Corporativa, reconhecida por meio de um Selo.
•Retorno institucional para a empresa, que associa sua marca a um programa social amplamente divulgado.
•Cumprimento da Lei da Aprendizagem.

COMO PARTICIPAR
O Aprendiz Legal é implementado por instituições educacionais selecionadas e licenciadas pela Fundação Roberto Marinho, que obedecem a um contrato de parceria.
Empresas e jovens interessados no Aprendiz Legal devem entrar em contato com as instituições licenciadas no seu estado.



Para mais informações:


Social Networking do Aprendiz Legal:

Linked In   /   Twitter   /   Facebook   /   Facebook Grupo






4 de nov de 2009

Portunhol – a hora de o Brasil “hablar en serio”

Escrito por Gustavo Vannucchi

Na terra de Drummonds, Vinicius e Lispectors, mal dizer o português ou é piada de mau gosto ou
então falta de orgulho. A única língua que talvez consiga traduzir “saudade” é, ao menos sob meu ponto de vista, o maior patrimônio cultural que temos.
Claro que isso não é totalmente notável no nosso dia a dia. A começar pelos erros que provavelmente, depois de umas duas revisões, ainda me escaparam. Depois com os maus
exemplos dos nossos personagens mais influentes que usam e abusam do português entortando e esticando as palavras na televisão. Finalmente nas escolas onde infelizmente muitos professores “desensinam” a língua.

O momento faz cada vez mais evidente que o desafio vai além da básica educação. Com o mundo globalizado e com a crescente importância das redes sociais e as ferramentas de comunicação mundiais, falar outras línguas deixou de ser importante e passou ao nível de mandatário.
O Brasil é um grande país que fala uma língua pouco importante. Na economia mundial não se fala português. Nosso país quer ser líder latino americano sem falar a língua principal do continente. E mais.. não da a mínima pra isso.

Ensino de espanhol de boa qualidade tem que ser obrigatório em todas as escolas. Isso é uma questão de respeito aos nossos vizinhos/parceiros e liderança econômica!

Nas escolas existe a matéria inglês. Honestamente a um nível vergonhoso. Isso inclui a grande maioria das escolas particulares que as vezes custam milhares de reais por ano. Estudante que fala inglês é porque teve a oportunidade de estudar e a dedicação para aprender. São poucos.



Mas como ensinar uma segunda língua para um povo que pouco conhece a primeira?

Milhares de jovens usam computadores nas escolas. Aprenderam por conta própria. Burros não somos. Além disso o espanhol é tão parecido com o português que em 5 anos seria impossível não haver ao menos um nível aceitável de conhecimento.

Culpar os políticos? Não. A culpa é dos pais. Especialmente se seus filhos estão no sistema privado de ensino. Como cliente você tem que exigir o melhor. O custo da inclusão dessa matéria no currículo da escola não representaria um aumento maior do que 2% na mensalidade.

O que esperar como resultado?

Gerações de brasileiros empreendedores, trabalhadores e estudiosos, bilingues, capazes de compreender melhor o contexto em que vivem, mais integrados com a América Latina e com muito mais oportunidades de trabalho e carreira do que hoje. O Brasil está anos a frente dos demais países em termos econômicos, democráticos e em alguns casos tecnológicos e ambientais. Isso definitivamente nos daria uma grande vantagem para assumirmos definitivamente a liderança da região aumentando nossa participação no mercado global exponencialmente em todos os aspectos.